O ambiente e humanização: contribições da arquitetura hospitalar na humanização setor de pediatria / The environment and humanization: contributions of hospital architecture to humanization in the pediatric sector

Jaqueline Herrero Valota, Débora Fernanda Haberland

Abstract


A humanização à saúde da criança é enfatizada um cuidado integral e multiprofissional que possibilite a compreensão das necessidades e direitos dela como indivíduo. Os espaços hospitalares requerem um novo olhar, baseado na relação mais humana com o usuário, em que todos os envolvidos no cuidado com a saúde são valorizados durante a elaboração do layout arquitetônico do ambiente de atendimento. A arquitetura vem evoluindo, acompanhando a medicina, pensar no planejamento de áreas críticas é pensar em qualidade. Método: Revisão bibliográfica, com o objetivo de identificar e analisar as publicações produzidas sobre a temática humanização da atenção à saúde infantil em emergência. Foram analisadas publicações entre os anos 2012 a 2017. Resultados: Identificamos que a referência de todas as produções foi a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC 50), norma que dispõe sobre o regulamento técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde, preconiza, a diferenciação do espaço do adulto do espaço da criança, na Unidade de Tratamento Intensivo, neonatologia, quimioterapia, internação e sala de emergência. Destacou-se a importância de elementos que possuem grande impacto psicológico e emocional no indivíduo, e podem auxiliar nos tratamentos, devido influenciar o bem-estar físico e emocional do paciente. Destaca-se a Luz, cor, aroma, forma, som e textura elementos que despertam os sentidos, estimulando a interação entre usuário e ambiente. Após a constatação da evolução do quadro clinico onde o paciente consegue ter a influência da luz para o ciclo circadiano, projeto atual vem contemplando abertura com vidro fixo em Unidade de Terapia Intensiva, a luz natural é biologicamente a melhor pois traz benefícios a saúde. A maioria destes trabalhos referiram que o projeto deve atender os anseios do usuário, através do conforto ambiental e reduzir stress da equipe que realizada os atendimentos, tornando necessária a elaboração de uma arquitetura especializada e focada no psicológico. É importante um ambiente que propicie que a criança interaja positivamente com o ambiente, e essa relação pode ser potencializada pela percepção sensorial, especialmente em atendimentos ao paciente grave, que pode estar por um longo período ou ainda torna a permanência no hospital ainda mais difícil, devido à gravidade do quadro e procedimentos nos quais é submetido. Muitas destas referências afirmam a importância do lúdico no auxílio e na evolução do tratamento da criança, os ambientes temáticos têm ajudado as crianças a aceitar o espaço como sendo apropriado a elas, pois traz elementos e imagens e cores de seu cotidiano infantil. As distrações positivas são elementos que provocam sentimentos positivos, prendendo sua atenção em outra coisa que não seja sua doença. Conclusão: No ambiente pediátrico, há de se compreender que as crianças hospitalizadas apresentam outras necessidades, não médicas, que precisam ser atendidas com igual relevância. A arquitetura dos espaços de saúde ultrapassa a composição técnica, simples e formal dos ambientes, uma vez que a humanização passa a considerar as situações não construídas, ambiente contribui para cura do paciente, fazendo com que os espaços somados a boas práticas, atenção, respeito proporcione um atendimento humanizado


Keywords


Arquitetura Hospitalar. Humanização. Ambientes Pediátricos.

References


ARCHITECTURAL RECORD. Ann & Robert H. Lurie Children's Hospital of Chicago by ZGF Architects, Solomon Cordwell Buenz, and Anderson Mikos Architects. 2013. 1 Fotografia. Disponível em: . Acesso em: 13 dez. 2017.

ASLA PROFISSIONAL AWARDS. The Crown Sky Garden: Ann & Robert H. Lurie Children's Hospital of Chicago. 2013. 1 fotografia. Foto que apresenta o jardim do Hospital of Chicago. Disponível em: . Acesso em: 13 dez. 2017.

BARBOSA, V. L. Elementos determinantes no desenvolvimento de projetos de unidades assistenciais de saúde. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE QUALIDADE DO PROJETO NO AMBIENTE CONSTRUÍDO, 4., 2015, Viçosa. Anais... Viçosa: UFV, 2015. Disponível em: . Acesso em: 02 nov. 2017.

BERGAN, C. et al. Humanização: representações sociais do hospital pediátrico. Revista Gaúcha de Enfermagem, Porto Alegre, v. 30, n. 4, p. 656-661, dez. 2009. Disponível em: . Acesso em: 07 dez. 2017.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. Humaniza SUS: documento base para gestores e trabalhadores do SUS. 4. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2010.

CHADI, P. F. et al. Avaliação dos procedimentos de higienização dos brinquedos infantis e das brinquedotecas nacionais. Revista da Universidade Vale do Rio Verde, v. 12, n. 2, p. 296-305, ago./dez. 2014. Disponível em: . Acesso em: 07 dez. 2017.

CHIAVON SD, Et al, Utilização do brinquedo terapêutico para a criança que vivencia o processo de hospitalização: uma revisão narrativa. Brazilian Journal of Health Review ISSN: 2525. 8761-390. Curitiba, v.4, n.1, p. 382 – 398 jan./feb. 2021. Disponível em: https://www.brazilianjournals.com/index.php/BJHR/article/view/22724/18211. Acesso em 19 dez 2021.

COSTA, E.; DE PAULA, N. M. Brinquedoteca hospitalar e a importância da higienização dos brinquedos. SCIAS-Arte/Educação, Belo Horizonte, v. 3, n. 3, p. 51-66, 2014. Disponível em: . Acesso em 05 dez. 2017.

COSTEIRA, E. M. A. Arquitetura hospitalar: história, evolução e novas visões. Sustinere -Revista de Saúde e Educação, v. 2, n. 2, p. 57-64, 2014. Disponível em: . Acesso em: 26 out. 2017.

Furia, F. ROYAL LONDON HOSPITAL: ESPAÇO PARA BRINCAR, APRENDER E CURAR. PORTAL BLOG PLAYGROUND DA INOVAÇÃO. 2014. 2 FOTOGRAFIAS. FOTO APRESENTA ESPAÇO PARA BRINCAR DO ROYAL LONDON HOSPITAL. DISPONÍVEL EM: . ACESSO EM: 04 JAN. 2018.

Furia, F. DESIGN LÚDICO: ALÍVIO PARA CRIANÇAS HOSPITALIZADAS. PORTAL BLOG PLAYGROUND DA INOVAÇÃO. 2017. 2 FOTOGRAFIAS. FOTO APRESENTA DESING DE BRINQUEDOS. DISPONÍVEL EM: . ACESSO EM: 04 JAN. 2018.

KALACHEA, V. M. J.; SANTOS, B. V. R. Entretenimento hospitalar: um novo conceito de melhoria na qualidade de vida baseada no design de interfaces e ambiente computacional hipermídia. Design & Tecnologia, [S.l.], v. 4, n. 07, p. 44-53, 2014. . Acesso em: 29 out 2017.

KOTH, D. A influência da iluminação e das cores no ambiente hospitalar: a saúde vista com outros olhos. Especialize, IPOG [online], jan, 2013. 13 p. Disponível em: . Acesso em 14 out. 2017.

LEMES LRM, et al. Arte e humanização da saúde: relato de experiência do projeto alegria. Brazilian Journal of health Review. Braz. J. Hea. Rev., Curitiba, v. 3, n. 2, p. 1359-1362 mar/abr. 2020. Disponível em: https://www.brazilianjournals.com/index.php/BJHR/article/view/7249/6299. Acesso em 15 de dezembro de 2021.

LIMA, M. B. S.; MAGALHÃES, C. M. C. Brinquedotecas hospitalares em Belém: criação, espaço e funcionamento. Psicol. Argum., Curitiba, v. 31, n. 73, p. 247-255, abr./jun. 2013. Disponível em: . Acesso em: 02 nov. 2017.

NICOLAU, E. M. Estudo da contaminação microbiológica dos brinquedos utilizados no ensino do brinquedo terapêutico no hospital. 2014. 50f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) – Universidade de Guarulhos, Guarulhos, 2014. Disponível em: . Acesso em: 17 nov. 2017.

NIEHUES, L. C. de O.; SOUZA, C. R. B. Percepção espacial infantil. Revista Thêma et Scientia, v. 5, n. 2, p. 25, 2015. Disponível em: . Acesso em: 05 nov. 2017.

OLIVEIRA, J. S.; SANTANA, E. P.; ABDALLA, J. G. F. Identidade e Território sob a ótica do paciente pediátrico: uma aplicação do Poema dos Desejos. Estudos em Design, Rio de Janeiro, v. 23, n. 3, p. 73-85, 2015. Disponível em: . Acesso em: 12 jan. 2018.

PEDRO, I. C. S. et al. O brincar em sala de espera de um ambulatório infantil na perspectiva de crianças e seus acompanhantes. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 15, n. 2, mar./abr., 2007. Disponível em: . Acesso em: 10 nov. 2017.

RODRIGUES, A. D. et al. Sala de espera: um ambiente para efetivar a educação em saúde. Vivências, v. 5, n. 7, p. 101-6, 2009. . Acesso 23 nov. 2017.

RIBEIRO, S. G. Arte como Instrumento Auxiliar no Tratamento do Câncer Infantil. 2005. 77f. Trabalho de Conclusão de Curso (Monografia do Curso de Nível Técnico de Laboratório em Biodiagnóstico em Saúde) - Fundação Oswaldo Cruz-FIOCRUZ/Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio-EPSJV, Rio de Janeiro, 2005. Disponível em: . Acesso em: 13 jun. 2018.

SANTOS, E. C. Conceitos Humanizadores Aplicados ao Projeto de Arquitetura. In: SEMINÁRIO PROJETAR, 6., 2013, Salvador. Anais... Salvador: PPGAU/FAU-UFBA, 2013. Disponível em: . Acesso em: 14 nov. 2017.

SATO, M.; AYRES, J. R. de C. M. Arte e humanização das práticas de saúde em uma Unidade Básica. Interface-Comunicação, Saúde, Educação, Botucatu, v. 19, n. 55, p. 1027-1038, 2015. . Acesso em: 12 jan. 2018.

SEQUEIRA, C. I. N. A arquitectura como factor fundamental para a criação de conforto em situações de enfermidade: proposta para um centro de internamento de reabilitação pediátrico em Portimão. 2015. 85f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura) - Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes, Portimão, 2015. Disponível em: . Acesso em: 02 nov. 2017.

SOETHE, A.; LEITE, L. S. Arquitetura e a saúde do usuário. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE QUALIDADE DO PROJETO NO AMBIENTE CONSTRUÍDO, 4., 2015, Viçosa. Anais... Viçosa: UFV, 2015. Disponível em: . Acesso em: 25 out. 2017.

TODA MATÉRIA. Características das Cores: Círculo Cromático. 2016. 1 fotografia. Formato JPEG. Disponível em: . Acesso em: 04 out. 2017.

TOLEDO, L. C. D. M. Humanização do edifício hospitalar: um tema em aberto. In: DUARTE C. R.; RHEINGANTZ, P. A.; AZEVEDO, G.; BRONSTEIN, L. (Orgs). O lugar do Projeto. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2007. p. 436-46.

VILLA, L. L. O. de et al. A percepção do acompanhante sobre o atendimento humanizado em unidade de terapia intensiva pediátrica. J. res.: fundam. care. [online], v. 9, n. 1, p. 187-192, jan./mar. 2017. Disponível em: . Acesso em: 25 out. 2017.

ZAMPIVA, P. M. Hospitais mais sustentáveis: relações entre o ambiente construído, a assistência aos pacientes e os preceitos de sustentabilidade. 2016. 158 F. DISSERTAÇÃO (MESTRADO EM ARQUITETURA E URBANISMO) – UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS, SÃO LEOPOLDO, 2016.

ZGF ARCHITECTS. Ann & Robert H. Lurie Children’s Hospital of Chicago. 2018. 1 fotografia Foto apresentada do Desing do Hospital of Chigado. Disponível em: . Acesso em 13 jan. 2018.




DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv5n1-040

Refbacks

  • There are currently no refbacks.