Perfil de resultados de exames citopatológicos realizados em uma unidade básica de saúde da família no Município de São José dos Campos - São Paulo / Results profile of cytopathological exams carried out in a basic family health unit in the municipality of São José dos Campos - São Paulo

Andressa Naomi Kume, Gabriel Henrique Silva Nogueira, Fatima Arthuzo Pinto

Abstract


O câncer de colo uterino é uma afecção progressiva, podendo desenvolver-se, ao longo de uma a duas décadas, para um estágio invasivo. Devido sua evolução lenta, o câncer de colo uterino se diagnosticado precocemente apresenta possibilidade de cura. O objetivo do estudo foi identificar o perfil dos resultados dos exames citológicos do colo do útero em uma Unidade Básica de Saúde da Família. Trata-se de um estudo transversal, analítico e retrospectivo a partir dos resultados de exames citopatológicos realizados durante o primeiro semestre de 2019, por mulheres acompanhadas pela equipe de saúde alocada em uma Unidade de Saúde da Família, localizada na região leste do município de São José dos Campos. Foram levantados e organizados 800 resultados de exames citopatológicos, sendo consolidados em planilhas do Excel 2010 e expresso em gráfico. Os resultados apresentados a partir da porcentagem relativa mostraram uma prevalência (98,62%) de resultados sem alterações ou alterações benignas, além de estarem dentro dos limites de normalidade dos esfregaços citológicos. Foram identificados 0,5% de Lesão de baixo grau (LSIL) e 0,12% de lesão de alto grau (HSIL); presença de infecção por Candida sp. (2,87%) e infecção bacteriana por Gardnerella Vaginalis (13,12%), além do resultado de exame citopatológico com presença do protozoário Trichomonas vaginalis (0,62%). Conclui-se que as prevalências das alterações estão dentro do esperado nas ações do câncer de colo de útero realizado pela equipe da Unidade e atualização dos profissionais responsáveis pela coleta na Unidade permitiu observar a qualidade dos materiais colhidos foram boas. Entretanto mesmo os números de infecções estando dentro do esperado, destaca-se a atenção nas ações de promoção e prevenção às doenças sexualmente transmissíveis. 

 


Keywords


saúde da mulher, exame citopatológico, câncer de colo do útero.

References


Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual de Saúde. Papanicolau (exame preventivo de colo de útero) [Internet]. Rio de Janeiro (RJ): Instituto Nacional do Câncer; 2015 [acesso em 2019 ago 29]. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/dicas-em-saude/2069-papanicolau-exame-preventivo-de-colo-de-utero.

Brasil. Protocolos da Atenção Básica: Saúde das Mulheres/Ministério da Saúde: Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa.Brasília.2016. 230 p.

Brasil. Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero / Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva: INCA. Rio de Janeiro. Coordenação de Prevenção e Vigilância. Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede. 2. ed. rev. Atual. 2016. 114p.

Freitas F; Menke CH; Rivoire WA; Passos EP. Rotina em ginecologia. 6oed. Porto Alegre: Artmed, 2011.

Silva, da RHA; Moura CMMN; Ribeiro AL. Programa Integrador – Manual do Estudante. São José dos Campos: Humanitas Faculdade de Ciências Médicas São José dos Campos, Ed. Djalma Rabelo Ricardo, 2019.43f.

Thuler LCS. Mortalidade por câncer do colo do útero no Brasil. Rev Bras Ginecol Obstet. 2008;30(5):216-18.

Brasil. Nomenclatura brasileira para laudos citopatológicos cervicais. Rio de Janeiro (RJ). Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva - INCA, Coordenação-Geral de Prevenção e Vigilância, Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede. 3. ed. 2012. 23 p.

Pires C. Lesões intraepiteliais escamosas do colo uterino (LSIL/HSIL). 1ª Jornada Internacional de Citotecnologia, 2009 [Internet]. Rio de Janeiro, [acesso 2019 set 11]. Disponível:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/palestras/cancer/lesoes_intraepiteliais_escamosas_colo_uterino.pdf.

Amaral RG et al. Influência da adequabilidade da amostra sobre a detecção das lesões precursoras do câncer cervical [Internet]. Rev Bras Ginecol Obstet. 2008; 30(11): 556-60. [acesso 2019 set 18]. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbgo/v30n11/05.pdf.

Guimarães JV, Salge AKM, Oliveira FA, Lino Júnior RS, Castro ECC, Reis MA, et al. Frequência de alterações cérvico-vaginais em mulheres submetidas ao exame citopatológico. Rev Eletr Enf [Internet]. 2007;9(3):815-20. [acesso 2019 set 15]. Disponível em: http://www.fen.ufg.br/revista/v9/n3/v9n3a20.htm.

Silveira LMS, Cruz ALN, Faria MS. Atipias cervicais detectadas pela citologia em mulheres atendidas em dois hospitais da rede pública de São Luis - MA. Rev Bras Anal Clin.2008;40(2):115-9.DisponíveL: http://www.fen.ufg.br/revista/v9/n3/v9n3a20.htm

Derchain SFM, Longatto Filho A, Syrjanen KJ. Neoplasia intra-epitelial cervical: diagnóstico e tratamento. Rev Bras Ginecol Obstet. 2005;27(7):425-33. [acesso 2019 set 15]. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbgo/v27n7/a10v27n7.pdf.

Moraes MN, Jeronimo CG da F. Análise dos resultados de exames citopatológicos do colo uterino. Rev enferm UFPE [Internet]. Recife,2015:7510-5, abr. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/viewFile/10488/11344.

Brasil. Instituto Nacional de Câncer. Coordenação Geral de Ações Estratégicas. Divisão de Apoio à Rede de Atenção Oncológica. Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero. Rio de Janeiro: INCA; 2011.

Gonçalves CV, Sassi RM, Netto IO, Castro NB, Bortolomedi AP. Cobertura do citopatológico do colo uterino em Unidades Básicas de Saúde da Família. Rev Bras Ginecol Obstet [Internet]. 2011;33(9):258-63. [acesso 2019 set 18]. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbgo/v33n9/a07v33n 9.pdf

Ribeiro AA, Oliveira DF, Sampaio MCN, Carneiro, MAS, Tavares SBN, Souza NLA et al. Agentes microbiológicos em exames citopatológicos: estudo de prevalência. Rev Bras Anál Clín. 2007;39(3):179-81. [acesso 2019 set 18]. Disponível: https://www.efdeportes.com/efd190/agentes-microbiologicos-em-exames citopatologicos.htm

Silveira ACO, e COLS. A Gardinerela Vaginalis e as infecções do trato urinário. Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina laboratorial. Volume 46, no4. Rio de Janeiro, agosto de 2010.

Almeida M S, e COLS. Tricomoníase: Prevalência no Gênero Feminino em Sergipe no Biênio 2004-2005. Ciência & Saúde Coletiva, 15(Supl. 1):1417-1421, 2010. [acesso 2019 set 11]. Disponível em: https://www.scielosp.org/article/csc/2010.v15suppl1/1417-1421/pt/




DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv5n3-218

Refbacks

  • There are currently no refbacks.