Tempo de ocorrência da colonização de recém-nascidos por microrganismos de importância epidemiológica em unidade de terapia intensiva / Time of occurrence of colonization of newborns by microorganisms of epidemiological importance in intensive care unit

Sirlene da Silva, Eric Gustavo Ramos Almeida, Rosilene Santarone Vieira, Cíntia Valéria Galdino, Andrea Almeida Tofani, Márcio Candeias Marques, Bruna dos Santos Meneses Moraes, Jenifer Borges Pellegrine

Abstract


Nos casos de hospitalização em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) o neonato de alto risco passa a ter contato com diversos profissionais de saúde, recebe nutrição artificial e antibioticoterapia, sendo colonizado pela microbiota nosocomial em vez de obter a colonização materna. Objetivo: caracterizar os recém-nascidos (RN) internados na UTIN no período de junho de 2016 a 2017; identificar o tempo de ocorrência da colonização em RN internados; e estimar a prevalência dos MO (microrganismos) das amostras de espécimes clínicos. Método: estudo descritivo retrospectivo com coleta e análise de dados através dos registros da ficha epidemiológica utilizada pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) -  do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF). Resultados: no período de junho de 2016 a junho de 2017 foram internados 342 neonatos na UTIN, desses 14 sujeitos foram colonizados por bactérias multirresistente (MR); sendo 57,14% do sexo feminino, 85,71% nasceram de parto cesárea, 42,85% eram prematuros extremo e grave; os diagnósticos mais prevalentes são a prematuridade (PTM) e a má formação congênita, a maioria evoluiu com bom prognóstico, havendo 1 óbito; 57,14% RN foram colonizados por MDR antes de completar 15 dias de vida, a média é de 12 dias de vida para o RN ser colonizado por MDR; nas culturas swabs nasal e retal, foram isolados agentes patogênico de ESBL (β-lactamases de espectro estendido) e MRSA (Methicillin-resistant Staphylococcus aureus), tendo 92,85% ESBL identificados; a estimativa da prevalência para os RN na UTIN é de 34,06 por 1.000 swabs analisados. Discussão: sugere-se que haja uma relação entre a PTM e a colonização por bactérias MR, assim como a duração da hospitalização na UTIN. O aumento da colonização dos RN coincide com o período do ano em que há troca do grupo de residentes na instituição. Conclusão: é ideal que a cultura de vigilância fique atenta para solicitar o perfil de resistência antimicrobiano. Com adesão de boas práticas e comprometimento da equipe de profissionais espera-se diminuir a translocação das bactérias MR da pele e mucosa para a corrente sanguínea e assim mimetizar os indicadores de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (IRAS).


Keywords


unidade de terapia intensiva neonatal, colonização, resistência microbiana.

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DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv5n3-238

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