Avaliação dos aspectos de biossegurança em um hospital de grande porte no litoral Sul de Pernambuco-Brasil / Evaluation of biosafety aspects in a large hospital in the South coast of Pernambuco-Brazil

José Fabrício Ramos dos Santos, Thyago Ramos Firmino, Thierry Wesley de Albuquerque Aguiar, Adriana Maria da Silva, Emily Gabriele Marques Diniz, Letícia da Silva Santos, José Guedes da Silva Júnior, André de Lima Aires, Jorge Luiz Silva Araújo Filho, Hallysson Douglas Andrade de Araújo

Abstract


A biossegurança objetiva através de um conjuntos de medidas a prevenção, minimização ou eliminação de riscos próprios as atividades laborais, observando os fatores que podem comprometer o bem estar, a saúde do homem e a preservação do meio ambiente. Os profissionais da área da saúde estão sempre expostos a riscos devido as suas atividades laborais que são desempenhadas diariamente. Muitas vezes o conhecimento adquirido na teoria nem sempre é o que é visto na prática, sendo esta situação observada, isto é nos profissionais de saúde deste estudo, que adotam medidas de biossegurança erradas a sua proteção durante o manejo de suas atividade laborais, assim, potencializando possíveis agravos a sua saúde e a dos usuários do serviço de saúde. Este trabalho realizou uma avaliação das medidas de prevenção e dos aspectos de biossegurança em ambientes de atenção básica a saúde em um Hospital Público da Zona da Mata Sul de Pernambuco. O método utilizado foi o descritivo e exploratório onde através de um questionário serviu para identificar o conhecimento sobre a biossegurança destes profissionais. A amostragem do estudo foi composta por 55 profissionais da atenção básica em saúde, onde 71% possuía nível técnico em enfermagem, 16% foram profissionais de enfermagem e 13% fazem parte da classe médica. O público majoritário visto neste estudo foi o do sexo feminino, composto por 76%. Apesar dos 100% acharem muito importante a utilização do EPI (Equipamento de Proteção Individual), observou-se que em relação a sua definição 91% definiram corretamente e somente 9% não souberam. De acordo com os EPIs mais utilizados, descreveram os três mais utilizados: luvas 96%, máscaras 89% e jaleco 87%. Em relação a participação em cursos complementares sobre biossegurança 62% não adquiriram esses conhecimentos e apenas 38% afirmaram ter cursos extracurriculares. Cerca de 89% dos entrevistados, afirmaram que o reencape de agulha é uma ação proibida, enquanto 7% afirma que é permitida e 4% afirmam que em alguns casos é autorizado. De acordo com os acidentes no âmbito laboral, 40% relataram ter sofrido algum tipo de acidente, onde apenas 16% foi notificado enquanto 24 não foram registrados ao órgão de competência. Quanto à higienização dos óculos apenas 2% afirmaram fazer da forma correta com água, sabão e desinfetante.

 


Keywords


biossegurança, profissionais da atenção à saúde, promoção, prevenção.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n8-029

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