Qualidade do ar e suas implicações na saúde da comunidade de Piquiá, Açailândia-MA/ Air quality and its implications on the health of the community of Piquiá, Açailândia-MA

Marly Vieira Viana, Cristiane Pinheiro Maia de Araújo, Wallyson Rangel Ribeiro Oliveira, Evilson Cutrim Santos, André Gustavo Lima de Almeida Martins

Abstract


A poluição atmosférica tem se tornado um fator de risco para a saúde humana, principalmente nos centros urbanos industrializados. A comunidade Piquiá em Açailândia(MA), devido a sua localização adjacente ao polo industrial, onde há forte atividade industrial siderúrgica dispõe de maior probabilidade de ser acometido pela poluição atmosférica. O presente trabalho analisou a relação entre a qualidade do ar e a predominância de enfermidades respiratórias aos residentes da comunidade do Piquiá. O estudo constitui-se de pesquisa de campo, do tipo descritiva, com abordagem quantitativa. Para o levantamento da morbimortalidade por Doenças do Aparelho Respiratório, foram utilizados os dados disponibilizados pela Secretaria de Saúde do Município (SEMUS) e através do banco de dados do Sistema de Informação Hospitalar SIH/DATASUS, dos anos de 2010 a 2014. Dados da qualidade do ar foram obtidos a partir do Sistema de Informações Ambientais SISAM/INPE no período de 2010 a 2014. Com os dados levantados verificou-se que 23,02% das internações por doenças no aparelho respiratório ocorreram em 2013 e taxa média de 664 internações por ano. Observou-se ainda, que a concentração média mensal de MP2,5 foi maior no período de estiagem para os cinco anos. Entretanto percebe-se maior quantitativo de internações no período chuvoso (janeiro-abril). O estudo revela que as internações por doenças respiratórias foram mais freqüentes no período chuvoso, configurando-se como período mais vulnerável à ocorrência de internações hospitalares por doenças respiratórias. Sendo necessário a expansão do monitoramento da qualidade do ar para o desenvolvimento sustentável da atividade industrial da região.


Keywords


Qualidade do ar, Doenças respiratórias, Saúde Pública.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n4-446

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