Trocas sociais entre pescadores profissionais: uma sociobiologia da cooperação / Social exchange among professional fishermen: a sociobiology of cooperation

André Luís Ribeiro Lacerda

Abstract


Este trabalho apresenta algumas escolhas dos pescadores profissionais de Santo Antônio do Leverger-MT como exemplos empíricos da teoria da troca social. Tem a pretensão de entender como se estruturam as relações de trabalhos dos pescadores profissionais. A partir do conceito de jogos de soma não zero, quatro hipóteses são defendidas: h1- Se pesca perto de casa, então é melhor pescar sozinho, pois não terá que administrar o mínimo consensual; h2- A justificativa de por que pescar sozinho mencionará emoções que envolvem administrar jogos de soma não zero, conforme o mínimo consensual para jogos de soma não zero; h3 - Se jogos de soma não zero, então provavelmente, alguém com quem ele (a) desenvolve laços fortes; h4 – Mulheres tenderão a desenvolver mais jogos de soma não zero do que homens em geral. Dados coletados por oitenta e cinco entrevistas estruturadas em 2016 e 2017 sustentam parcialmente as hipóteses e novos estratégias de coleta de dados são sugeridas.


Keywords


troca social, jogos soma não zero; pescadores.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv5n8-120