Relatos de resistência e autonomia: o controle sobre o trabalho docente segundo os professores de história/ Resistance and autonomy reports: control of teaching work according to history teachers

Thiago Figueira Boim

Abstract


Com o objetivo de sistematizar o que deve ser ensinado e como ser ensinado, o governo paulista criou o seu próprio sistema de ensino. Pela resolução número 92 da Secretaria da Educação, em 19 de Dezembro de 2007, estabeleceram-se diretrizes para a organização curricular do Ensino Fundamental e Médio nas escolas Estaduais paulistas. A Proposta curricular do Estado de São Paulo baseia-se em um currículo uniforme com materiais didáticos próprios – caderno do aluno e caderno do professor – elaborados para todos os níveis de ensino. Visa-se, com a proposta curricular, atingir as metas de qualidade de ensino lançadas, até 2010, pela atual gestão do governo paulista.  Em meio a mudanças significativas no seio da escola pública, a pesquisa centrou-se no projeto pedagógico São Paulo faz escola, responsável pela viabilidade da proposta curricular. Com base na voz e prática do professor(a) de história traçou-se o impacto das mudanças trazidas pelo novo currículo na sala de aula. Por meio de entrevista realizada com professores de História da rede público foram analisados os materiais didáticos assinados pelo governo paulista, e o seu uso em sala de aula. De que modo foi recebido pelo professorado os materiais didáticos? Qual lugar ocupa o livro didático na sala de aula? Será o professor apenas um executor? Com esses indicativos, a pesquisa permite evidenciar em curto prazo os primeiros resultados do projeto São Paulo faz escola, assim como, o posicionamento dos professores diante das novas mudanças.


Keywords


Reforma Curricular, Materiais didáticos, Prática docente, Professor de História, Ensino de História

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv5n10-018

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