Avaliação sensorial e da composição nutricional de uma preparação típica brasileira para o público fenilcetonúrico / Sensory evaluation and nutritional composition of a typical Brazilian preparation for the Phenylketonuric public

Camila Melo Araujo de Moura e Lima, Sinvaldina Rabelo dos Santos Luz, Gabriela Fernandes de Matos, Leticia Fontes Fernandes, Maria Victória Lins Pedrosa, Janaina Sarmento Vilela, Maria Cláudia da Silva, Andréa Gonçalves de Almeida

Abstract


A Fenilcetonúria (PKU) é considerada um erro inato do metabolismo, de herança autossômica recessiva e afeta cerca de uma criança a cada 22.000 nascidas no Brasil, que resulta em atraso mental grave, caso não seja tratada precocemente. É caracterizada pela deficiência da enzima fenilalanina-hidroxilase, que converte fenilalanina (Phe) em tirosina. Seu tratamento baseia-se na dieta com baixo teor de Phe, que deve ser iniciada o mais cedo possível   e permanecer por   toda a vida do indivíduo. É necessário a restrição de proteínas de origem animal, a limitação do consumo de vegetais e a utilização de fórmula exclusiva incluindo aminoácidos, vitaminas e minerais além de ser isenta em Phe. Com o intuito de ampliar as preparações permitidas aos portadores da doença, foi realizado este trabalho, que consiste na adaptação de uma receita com teor reduzido de Phe, assim como a análise sensorial para avaliação global. O estudo foi de caráter descritivo intervencional, junto a indivíduos aleatórios moradores de Brasília. Os participantes após a degustação de cada uma das receitas responderam a ficha da análise sensorial para verificar a aceitação da receita com modificações em relação a comum. O resultado sensorial surpreendeu ao público no geral, pois estes não esperavam que a preparação fosse ficar saborosa. As notas atribuídas demonstraram um bom resultado na comparação entre as amostras.  Foi possível observar a boa aceitação da preparação modificada, satisfazendo não só a população fenilcetonúrica mas também indivíduos saudáveis.

 


Keywords


fenilcetonúria, desenvolvimento de produtos, restrição alimentar.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv5n10-143

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