Doença inflamatória pélvica: fisiopatologia, investigação diagnóstica e manejo terapêutico / Pelvic inflammatory disease: pathophysiology, diagnostic research and therapeutic management

Gabriel Henrique Resende Melo, Alexandre Pereira da Silva Filho, Ana Blenda Tavares Araújo de Meneses, Cláudia Belchior Silva Carvalho, Humberto de Paiva Souza, Joanna Campos Robson, João Ximenes de Paula, Livia Catarina Lopes Vianna Couto, Maiara Sales Gabrieli, Milla Morena Persiano Schamache, Paula Vaz Menicucci, Pedro Luiz Botrel Teixeira, Thiago Fernandes Peixoto Silva

Abstract


A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é caracterizada pela inflamação do trato genital superior causada, na maioria das vezes, pela Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis. A afecção decorre da ascensão dos microrganismos do sistema genital inferior em direção ao útero, tubas uterinas e/ou ovários. De modo geral, a DIP gonocócica cursa com maior gravidade em relação aos demais agentes etiológicos causadores da afecção. Em contrapartida, a DIP causada pela C. trachomatis ocorre com maior frequência e costuma cursar com sintomatologia discreta e inespecífica, porém, assim como a DIP por N. gonorrhoeae, essa também pode causar danos significativos ao trato genital. O diagnóstico dessa afecção é predominantemente clínico e deve ser aventado diante de mulheres jovens com idade entre 15 a 25 anos, sexualmente ativas e que possuem múltiplos parceiros sexuais, queixando-se de dor abdominal ou pélvica. Quanto ao tratamento, deve ser instituído de maneira empírica quando houver suspeita clínico-epidemiológica compatível com a DIP, a fim de mitigar possíveis complicações a longo prazo, como taxas de gravidez ectópica e infertilidade por fator tubário.


Keywords


Chlamydia trachomatis, Doença inflamatória pélvica, Gestação ectópica, Infertilidade, Neisseria gonorrhoeae.

References


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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n10-251

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