Parada cardíaca perioperatória: epidemiologia e mortalidade / Perioperatory heart arrest: epidemiology and mortality

Maria Eduarda Borges Vitor, Ana Júlia Carvalho, Benedito Vicente da Silva Filho, Fernanda Arruda Cunha, Gabriel dos Santos Braga, Izabella Cristina Silva Amaral, Luciana Rodrigues Amaral, Aristóteles Mesquita de Lima Netto

Abstract


A parada cardíaca (PC), entre as complicações cirúrgicas perioperatórias, é de extrema preocupação, por repercutir em sequelas graves ou óbito, contudo é reversível. No mundo existe um declínio dessa incidência. E no Brasil, há cerca de duas décadas, esta tendência tem sido notada. Porém, o país ainda possui um número elevado dessa ocorrência e necessita informar melhor os dados epidemiológicos bem como, ofertar atendimento para redução desse risco (1,2,3). O resumo representa revisão de literatura qualitativa, em que foram utilizadas as bases de dados: Pubmed, Scielo e Lilacs, em que os critérios de inclusão estabelecidos foram: artigos disponíveis na integra em português ou inglês, publicados nos últimos cinco anos com os descritores parada cardíaca e perioperatorio. Teve como objetivo escrever a ocorrência da epidemiologia e taxa de mortalidade por parada cardíaca perioperatória. Em cenários de perioperatório, a ocorrência de parada cardíaca (PC) é o evento adverso mais grave, e também, o mais reversível. E felizmente, as mortalidades referentes à esse período perioperatório, diminuíram nos últimos 50 anos devido melhor avaliação pré-cirúrgica. Além disso, as principais causas de PC evoluíram ao longo do tempo: na década de 80 o principal fator era a cirurgia, na década de 90 era a hipóxia e hipoventilação decorrente da anestesia. Nos anos 2000 a principal causa ainda era a anestesia, mas relacionada à via aérea difícil. Já em 2007, seguia com hipoventilação, distúrbios respiratórios e metabólicos. Levando em conta a mortalidade, em 2005 a letalidade global da parada cardíaca era de 63,4% em contrapartida com a atualidade de 30,8% (3). Entretanto, mesmo esse número reduzindo no Brasil, ainda somam taxas mais elevadas que nos países desenvolvidos. Além da sepse ser uma das principais causas da atualidade de parada cardíaca no Brasil, e ser causa secundária em outros países desenvolvidos (1). Os principais fatores de risco para PC e mortalidade são: crianças menores de um ano, sexo masculino, ASA ? III, neonatos, idosos, cirurgia de emergência e anestesia geral em cirurgias cardíaca, neurológica, torácica, abdominal e vascular. O principal fator desencadeante para que ocorra a PC e mortalidade é a condição do paciente, em seguida a cirurgia e por fim a anestesia (2). Em síntese, nos últimos 25 anos, a incidência de PC diminuiu no Brasil. Essa redução pode ser observada em todo o mundo e é o resultado de diversos fatores, tais como a implementação de novas leis que regulamentam a medicina no Brasil, a implantação de tecnologias, e atendimento ao paciente com melhor qualidade.

 

 


Keywords


Parada Cardíaca, Perioperatório, Epidemiologia, Mortalidade.

References


BRAZ, Leandro Gobbo et al. Epidemiologia de parada cardíaca e de mortalidade perioperatória no Brasil: revisão sistemática. Revista Brasileira de Anestesiologia, v. 70, n. 2, p. 82-89, 2020.

VANE, Matheus Fachini. Avaliação do desfecho de pacientes que sofreram parada cardiorrespiratória durante o intraoperatório. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo. P. 14-100, 2016.

VANE, Matheus Fachini et al. Parada cardíaca perioperatória: uma análise evolutiva da incidência de parada cardíaca intraoperatória em centros terciários no Brasil. Revista Brasileira de Anestesiologia, v. 66, n. 2, p. 176-182, 2016.




DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n10-262

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