Influência da prática de hidroginástica na manutenção da autonomia funcional de idosas/ Influence of hydrogynastic practice on maintaining elderly functional autonomy

Fabio Peron Carballo, Michele Macedo Moraes, Jaqueline Mascarenhas Pinto

Abstract


O presente estudo teve como objetivo analisar a influência da prática de hidroginástica na manutenção da autonomia funcional de idosas do município Cláudio, no estado de Minas Gerais. Participaram do estudo 35 idosas, com idade igual ou superior a 60 anos, que compuseram o grupo de idosas praticantes de hidroginástica (GH) matriculadas na APEL (Assessoria de Promoção, Esporte e Lazer) (n=25) e o grupo de idosas não-praticantes (GC) (n=10). Para avaliação da autonomia funcional de idosas, foram utilizadas a Escala de Katz, e a Escala de Lawton e Brody. Para a avaliação da capacidade funcional das idosas foram utilizados o Teste de Marcha Estacionária de 2 minutos (TME2’) e o TimedUpAnd Go (TUG). O nível de significância adotado foi P< 0,05. Os dados foram expressos como média e desvio padrão da média (paramétricos) ou descritas através dos valores de mediana (não-paramétricos). Os dados demonstram que ambos os grupos, GH e GC, apresentam independência para as ABVD, mas para as AIVD, houve uma tendência do GH apresentarem maior independência quando comparadas ao GC, (GC: 25,0 vs GH:26,6; P=0,09). No teste TME2’o GH apresentou maior número de elevações de joelho em relação ao GC (GC:43,57 ± 14,20 vs GH: 75,50± 21,68; P= 0,005). No que se refere ao teste TUG não foram observadas diferenças estatísticas entre os dois grupos (GC: 8,99 ± 2,89 vs GH: 13,23 ± 6,40 s; P=0,10). A partir destes resultados, podemos inferir que a prática da hidroginástica favorece a autonomia funcional e com desempenho físico geral de idosas.

 


Keywords


Autonomia Funcional, Capacidade Funcional, Hidroginástica.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv5n10-169

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