Distribuição geográfica da Cojoba arborea (L.) Britton & Rose nas Américas / Geographical distribution of Cojoba arborea (L.) Britton & Rose in the Americas

Marta Betânia Ferreira Carvalho, Mônica Veloso Silva, Denilda Ribeiro Araújo de Jesus, Wílliam Souza Neimog, Andreza Mendonça, Cleuza Diogo Antunes

Abstract


A espécie Cojoba arborea pertence à família Fabaceae e é subdividida em três variedades: arborea, angustifolia e cubensis. As variedades apresentam algumas características morfológicas que juntamente com a distribuição da espécie permitem sua identificação. Portanto, o objetivo do trabalho foi identificar a distribuição geográfica da Cojoba arborea e suas variedades bem como seus usos nas Américas. A pesquisa foi realizada nas bases de dados: Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Herbário Virtual da Flora e dos Fungos, Trópicos, Reflora e Herbário New York Botanical Garden. As informações levantadas por exsicata foram: Identificação da variedade; Ocorrência da espécie; Vernáculos e Usos da espécie. Foram registrados 542 exsicatas de C. arborea distribuídas pela América Latina. A variedade angustifolia teve distribuição apenas na América do Sul. Já a variedade arborea apresentou maior número de exsicatas e ocorrência em toda América Latina. Enquanto, a variedade cubensis apresentou menor registro de exsicatas, tendo ocorrência apenas em Cuba e República Dominicana. Verificou-se ainda que o número de exsicatas nos herbários sem identificação da variedade da espécie foi cerca de 46,31%. A espécie recebe cerca de 22 nomes vernáculos em toda América Latina, dificultando sua identificação. Foi verificado ainda a subutilização da Cojoba no Brasil.


Keywords


Fitogeografia, Essências florestais, Variedades botânicas.

References


Alencar, A. O. (2018). Arranjos de sistemas agroflorestais biodiversos para recuperação de áreas de reserva legal. Dissertação (Mestrado em Biologia Geral). Dourados, Faculdade de Ciências Biológicas e Ambientais, Universidade Federal da Grande Dourados. 52 p.

Angulo, R. R., Prieto, R. O., Socarrás, A. A., Cabrera, G. & Torres, Y. (2018). Proyecto nacional contraparte: “Conservación y uso sostenible de la Diversidad Biológica en ecosistemas Forestales y ganaderos bajo Manejo Sostenible de Tierras (MST) en Guamuhaya y Cuenca del Cauto”, Guamuhaya, Cuba. Instituto de Ecología y Sistemática, p.1-27.

Arce, L. R. & Rueda, P. M. (2007). La nomenclatura botánica en la sistemática del siglo XXI, México. Revista Ciências, p.70-76.

Barneby, R. C. & Grimes, J. W. (1997). Silk tree, Guanacaste, Monkey's earring: a generic system for the synandrous Mimosaceae of the Americas. Part II. Pithecellobium, Cojoba, and Zygia. Memoirs of the New York Botanical Garden, v. 74, 161 p.

Blandariz, S. R., Véliz, R. S. S., González, A. J. & Figueroa, F. E. P. (2019). Fitorecursos de interés para el turismo en los bosques secos de la región costa, Jipijapa, Manabí, Ecuador. Revista Cubana de Ciencias Forestales, v. 14, p. 240-262.

Britton, N. L. & Rose, J. N. (1928). North American Flora (Rosales) Mimosaceae. New York Botanical Garden, v.23. Disponível em: . Acesso em: 05 jun. 2020.

Cestaro, L. A & Soares, J. J. (2004). Variações florísticas e estruturais, e relações fitogeográficas de um fragmento de floresta decídua no Rio Grande do Norte, Brasil. Acta Botânica Brasilica, v.18, n. 2, p.203-218.

Chung, M. Y. & Chung, M. G. (1999). Allozyme diversity and population structure in Korean populations of Cymbidium goerinhii (Orchidaceae). Journal of Plant Research, v. 112, p. 139-144.

Dansereau, P. (1949). Introdução a Biogeografia. Revista Brasileira de Geografia.

Fernandez, D. A. A. (2002). Inventario florístico estructural del bosque de El Malcotal, El Salvador. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização). Honduras, Instituto Salvadorenho de Formação Profissional (INSAFORP). 56 p.

Ferreira, R. Q. S., Camargo, M. O., Teixeira, P. R., Souza, P. B. & Viana, R. H. O. (2016). Grupos ecológicos e distribuição das espécies em peculiares e acessórias de três áreas de cerrado sensu stricto, Tocantins. Global Science Technology, Rio Verde, v. 09, n. 03, p.87-97.

Flores, A. S. & Miotto, S. T. S. (2005). Aspectos fitogeográficos das espécies de “Crotalaria l.” (Leguminosae, Faboideae), na Região Sul do Brasil. Acta Botanica Brasilica, v.19, n. 2, p.245-249.

Glaría, A. V., Palmarola, A., González-Torres, L. R. & Berazaín, R. (2006). Consideraciones sobre el manejo del área "El Tibisial" para la conservación de la flora ultramáfica (serpentinícola) de Guamuhaya, Guamuhaya, Cuba. Revista del Jardín Botánico Nacional, v.28, p.85-91.

Hietz, P., Buchberger, G. & Winkler, M. (2006). Effect of forest disturbance on abundance and distribuition of epiphytic bromeliads and orchids. Ecotropica, v. 12, p.103-112.

Hubell, J. L. (1979). Tree dispersion, abundance, and diversity in a tropical dry forest. Science, v. 203, p.371-383.

Ibarra-Manríquez, G. & Colín, S. S. (1996). Estación de Biología Tropical "Los Thxtlas", Veracruz, México: Lista florística comentada (Mimosaceae a Verbenaceae). Revista Biologia Tropical, v. 44, n. 1, p. 41-60.

INCT (2009). Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Herbário Virtual da Flora e dos Fungos - INCT/HVFF. Universidade Federal de Pernambuco. Disponível em: . Acesso em: 14 abr. 2020.

Jimenez-Ferrer, G., Velasco-Pérez, R., Gómez, M. U. & Soto-Pinto, L. (2008). Ganadería y conocimiento local de árboles y arbustos forrajeros de la selva Lacandona, Chiapas, México. Zootecnia Tropical, v. 26, n. 3, p. 333-337.

Leite, E. J. (2001). Spatial distribuition patterns of riverine forest taxa in Brasilia, Brazil. Forest Ecology and Managment, v. 140, p.257-264. doi: 10.1016/S0378-1127(00)00316-9

Lundberg, S. & Ingvarsson, P. (1998). Population dynamics of resource limited plants and their pollinators. Theorical Population Biology, v. 54, p. 44-49. doi: 10.1006/tpbi.1997.1349

Martins, C. C., Bovi, M. L. A., Mori, E. S. & Nakagawa, J. (2007). Isoenzimas na diferenciação de sementes de três espécies do gênero Euterpe, Viçosa, Minas Gerais. Revista Árvore, v.31, n.1, p.51-57.

Méio, B. B., Freitas, C. V., Jatobá, L., Silva, M. E. F., Ribeiro, J. F. & Henriques, P. B. (2003). Influência da flora das florestas das florestas Amazônica e Atlântica na vegetação do cerrado sensu stricto. Revista Brasileira de Botânica, v.26, n.4, p.437-444.

Miranda, I. S., Absy, M. L. & Rebêlo, G. H. (2003). Community structure of woody plants of Roraima savannahs, Brazil. Plant Ecology, v. 164, p. 109–123.

NYBG - New York Botanical Garden Herbário Virtual. Jardim Botânico de Nova York. Disponível em: . Acesso em: 20 abr. 2020.

Padilla-Vega, J. & Ramírez, A. O. (2019). Uso del suelo del huerto familiar y aporte nutricional de los fitorecursos en dos comunidades de la Sierra Tabasqueña. In: Valenzuela, G. M.; Vega, J. P. & Dávila, M. A. V. Memorial Biocultural de la Selva. Universidad Intercultural del Estado de Tabasco. p. 45-68.

Palacios, W. A. & Jaramillo, N. (2004). Gremios ecologicos forestales del noroccidente del Ecuador:implicaciones en el manejo del bosque nativo, Esmeraldas, Ecuador. Revista Eletrônica Lyonia, v.6, p.55-75.

Portillo, J. A. A. (2009). Modelo de manejo para plantaciones forestales con especies de alto valor económico en El Petén, Guatemala. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização). Universidad Zamorano, Zamorano-HON. 44 p.

REFLORA. (2010). Herbário Virtual. Rio de Janeiro: JBRS. Disponível em: . Acesso em: 15 abr. 2020.

Ridley, M. (2006). Evolução. 3ª ed. Porto Alegre, Artmed, 426 p.

Rivera, E. E. G. & Oliver, P. P. H. (2011). Nivel de sinantropismo y potencialidad de uso de la flora del Archipiélago de los Canarreos, Cuba. Acta Botánica Cubana, n. 210, p. 1–25.

Rizzini, C. T. (1997). Tratado de fitogeografia do Brasil: aspectos e ecológicos, sociológicos e florísticos. Rio de Janeiro, Âmbito Cultural, 246 p.

Rojas, F., Canessa, R. & Ramírez, J. (2005). Cafetales arbolados, Costa Rica. Kurú: Revista Forestal, p. 1-6.

Salas, M. M., Mendonça, A. P., Araújo, M. E. R., Carvalho, M. B. F., Mendez, J. J. V., Frota, L. P. R. & Alipaz, L. M. (2018). Germinação de Cojoba arborea Britton & Rose em diferentes substratos. Brazilian Journal Animal and Environmental Research, vol. 1, n. 2, p. 386-394.

Sánchez, J. A., Pernús, M., Cruz, R. E. & Callis, C. M. (2018). Clases de dormancia en semillas de especies arbóreas útiles en la medicina tradicional cubana, Cuba. Acta Botánica Cubana, v. 217, n.3, p. 193-204.

Soberón, J. M. (2010). Niche and area of distribution modeling: a population ecology perspective. Ecography, v. 33, p. 159-167. doi: 10.1111/j.1600-0587.2009.06074.x

Tacher, S. I. L. J. Rivera, R. A., Romero, M. M. M. & Fernández, A. D. (2002). Caracterización del uso tradicional de la flora espontánea en la comunidad lacandona de Lacanhá, Chiapas, México. Revista Interciencia, v.27, n.10, p.512-520.

Tacher, S. I. L., Rivera, R. A., Perez, J. D. G. & Romero, M. M. M. (2006). Aspectos florísticos de Lacanhá Chansayab, Selva Lacandona, Chiapas. Acta Botanica Mexicana, p.69-98.

Tamashiro, J. Y. & Escobar, N. A. G. E. (2016). Subfamília mimosoideae. In: Tozzi, A. M. G. A., Melhem, T. S., Forero, E., Fortuna-Perez, A. P., Wanderley, M. G. L., Martins, S. E., Romanini, R. P., Pirani, J. R., Fiuza de Melo, M. M. R., Kirizawa, M., Yano, O. & Cordeiro, I. (Eds.). Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.8, p.84-166.

TROPICOS - Sistema de informações botânicas no Missouri Botanical Garden. Jardim Botânico de Missouri. Saint Louis, Missouri. Disponível em: . Acesso em 20 abr. 2020.

Villalobos, N. Z. (2000). Arboles de la Mosquitia Hondureña: descripción de 150 especies. Turrialba, Costa Rica. Série Téc.




DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n11-318

Refbacks

  • There are currently no refbacks.