Hipertensão e diabetes na estratégia saúde da família: uma reflexão sobre a ótica dos determinantes sociais da saúde / Hypertension and diabetes in the family health strategy: a reflection on the social determinants of health

Germana Cely Medeiros de Souza Muniz, Francisco Plácido Nogueira Arcanjo, Maria Adelane Monteiro da Silva, Etelvina Sampaio Melo, Ana Jéssyca Campos Sousa, Cristhian Farias Ferreira Muniz, Iana Linhares Mendes, Antônia de Brito Araújo

Abstract


Objetivo: Descrever o perfil sociodemográfico e clínico de pessoas com hipertensão e/ou diabetes acompanhados na Estratégia Saúde da Família sob a perspectiva dos Determinantes Sociais da Saúde. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, transversal, de abordagem quantitativa,  com 110 pessoas com hipertensão e/ou diabetes por meio de entrevista semi-estruturada, na qual foi aplicado o questionário com variáveis sociodemográficas e clínicas. Resultados: Dentre os sujeitos, 70% foram do sexo feminino, com idade média de 51,1 anos, 34,5% com 1 – 4 anos de escolaridade, 71,8% casados/união estável, 72,7% pardos, 79% possuem uma renda mensal de 1-2 salários mínimos, 67,2% não realizam atividade física, 96% não fumantes, 88,1% não etilistas e 50% apresentam IMC>= 30.Os aspectos encontrados reforçam a relevância dos Determinantes Sociais da Saúde, os quais trazem uma crítica notória ao reconhecer que as assimetrias de poder são geradas e reproduzidas pelo contexto socioeconômico e político, que privilegia grupos diferenciáveis por classe social, gênero, etnia, educação, ocupação e renda. Conclusão: Os perfis sociodemográfico e clínico demonstraram aspectos relevantes na população, os quais se mostram como possíveis determinações do processo de adoecimento, dialogando com a determinação social da doença.


Keywords


perfil de saúde, estratégia saúde da família, hipertensão, diabetes mellitus.

References


Rocha PR, David HMSL. Determinação ou Determinantes? Uma discussão com base na Teoria da Produção Social da Saúde. Rev. Esc. Enferm. 2015[citado em 2018 jan. 20]; 49(1):129-135. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v49n1/pt_0080-6234-reeusp-49-01-0129.pdf

Malta DC, Silva Jr JB. O Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil e a definição das metas globais para o enfrentamento dessas doenças até 2025: uma revisão. Epidemiol. Serv. Saúde. 2013 [citado em 2018 jan. 29]; 22(1)151-164. Disponível em http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-49742013000100016

World Health Organization (WHO). Global Atlas on Cardiovascular Disease Prevention and Control. Mendis S, Puska P, Norrving B editors. Geneva: World Health Organization; 2011.

CEBES. Pesquisa Nacional de Saúde mostra que cerca de 40% dos brasileiros têm doença crônica. 2014[citado em 2017 fev. 14]; Disponível em: http://cebes.org.br/2014/12/pesquisa-nacional-de-saude-mostraque-cerca-de-40-dos-brasileiros-tem-doenca-cronica

Santa-Helena ET, Nemes MIB, Eluf Neto J. Fatores associados à não-adesão ao tratamento com anti-hipertensivos em pessoas atendidas em unidades de saúde da família. Cad. Saúde Pública. 2010[citado em 2018 jan. 20];26(12)2389-2398. Disponível em: https://www.scielosp.org/pdf/csp/2010.v26n12/2389-2398/pt

Comissão para os Determinantes Sociais da Saúde. Redução das desigualdades no período de uma geração. Igualdade na saúde através da ação sobre os seus determinantes sociais Lisboa: OMS, 2010.

Silva FO, Suto CSS, Costa LEL. Perfil de pacientes cadastrados no hiperdia: conhecendo o estilo de vida. Ver Saúd Coletiva. 2015[citado em 2017 fev. 14]; 5(1): 33-39. Disponível em: http://periodicos.uefs.br/index.php/saudecoletiva/article/view/1007/795

Dutra DD, Duarte MCS, Albuquerque KF, Lima AS, Santos JS, Sousa HC. Cardiovascular disease and associated factors in adults and elderly registered in a basic health unit. Rev Pesq Cuidado é Fundamental. 2016[citado em 2017 fev.10]; 8(2): 4501-4509. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/301333438_Doencas_cardiovasculares_e_fatores_associados_em_adultos_e_idosos_cadastrados_em_uma_unidade_basica_de_saude_Cardiovascular_disease_and_associated_factors_in_adults_and_elderly_registered_in_a_basic_h

Faludi AA, Izar MCO, Saraiva JFK, Chacra APM, Bianco HT, Afiune Neto A. et al. Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2017. ArqBrasCardiol2017.[citado em 2018 jan. 19]; 109(2Supl.1):1-76. Disponível em:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2017001100001

Ministério da Saúde (BR). Diretrizes e recomendações para o cuidado integral de doenças crônicas não transmissíveis: promoção da saúde, vigilância, prevenção e assistência. Brasília: MS; 2013[citado em 2017 fev.10]. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes%20_cuidado_pessoas%20_doencas_cronicas.pdf

Gomes R, Nascimento EF, Araújo FC. Por que os homens buscam menos os serviços de saúde do que as mulheres? As explicações de homens com baixa escolaridade e homens com ensino superior. Cad. Saúde Pública. 2007[citado em 2018 jan. 29]; 23(3)565-574. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/csp/v23n3/15.pdf

Bezerra VM et al .Pré-hipertensão arterial em comunidades quilombolas do sudoeste da Bahia, Brasil. Cad. Saúde Pública. 2017[citado em 2018 jan. 10]; 33(10)00139516. Disponível em: https://www.scielosp.org/article/csp/2017.v33n10/e00139516/

Vigitel (BR) 2013: Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico. Brasília,2014.[citado em 2018 mar. 12]; Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/vigitel_brasil_2014.pdf

Silva PCS, Fava SMCL, Machado JP, Bezerra SMMS, Gonçalves MPT, Veiga EV. Fatores associados com a qualidade de vida relacionada à saúde de pessoas com hipertensão arterial sistêmica. Revenferm UFPE. 2015[citado em: 2018 mar. 12]; 9(5):7924-35.

Ferreira F da C, Silva MVS da. Assistência a saúde prestada a hipertensos e diabéticos no Brasil: revisão integrativa. REAS [Internet]. 18mar.2021 [citado em 2022 abr. 12];13(3):e6956. Disponível em: https://acervomais.com.br/index.php/saude/article/view/6956

Abreu WA, Portela NLC. Prevalência de doenças concomitantes e complicações em hipertensos de uma área da estratégia “saúde da família” de Caxias-MA. Revista Univap. 2016 [citado em 2018 jan. 20];22(39)2237-1753.

Amaral FA, Dall’Agnol SM, Maganinhi CB, Freitas NAR, Kich C. Qualidade de vida dos usuários do Programa Hiperdia de uma Unidade Básica de Saúde do município de Guarapuava/PR. Espaço para a saúde – Revista de Saúde Pública do Paraná. 2017[citado em 2017 fev. 12];18(1)64-71. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/318872396_Qualidade_de_vida_dos_usuarios_do_programa_hiperdia_de_uma_unidade_basica_de_saude_do_municipio_de_Guarapuavapr

Bidinotto DNPB, Simonetti JP, Bocchi SCM. Men’s health: non-communicable chronic diseases and social vulnerability. Rev. Latino-Am. Enfermagem. 2016[citado em 2017 mar. 20];24:e2756. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rlae/v24/pt_0104-1169-rlae-24-02756.pdf

Solar O, Irwin A. A conceptual framework for action on the social determinants of health. Social Determinants of Health. Discussion Paper 2 (Policy and Practice). Geneva: WHO, 2010.

Malta DC. Doenças crônicas não transmissíveis, um grande desafio da sociedade contemporânea. In: Ciência e Saúde Coletiva. 2014[citado em 2017 fev. 10]; 19(1)4-5. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/csc/v19n1/1413-8123-csc-19-01-00004.pdf

Borde E, Hernández-Álvarez M, Porto MFS. Uma análise crítica da abordagem dos Determinantes Sociais da Saúde a partir da medicina social e saúde coletiva latino-americana. SAÚDE DEBATE. 2015[citado em 2018 mar. 12]; 39(106)841-854. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-11042015000300841&script=sci_abstract&tlng=pt

Silva PAB, Santos FC, Soares SM, et al. Perfil sociodemográfico e clínico de idosos acompanhados por equipes de Saúde da Família sob a perspectiva do gênero. Ver Fund Care. 2018[citado em 2018 mar. 12];10(1):97-105.

Adolfo M. et. Al. Organização Oliveira JEP e Vencio S. - Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (2015-2016).São Paulo: A.C. Farmacêutica, 2016[citado em 2018 fev. 20]; ISBN 978-85-8114-307-1. Disponível em: https://www.diabetes.org.br/profissionais/images/docs/DIRETRIZES-SBD-2015-2016.pdf

Malachias MVB, Souza WKSB et al. 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial. Sociedade Brasileira de Cardiologia. 2016[citado em 2018 mar. 12];107(3)0066-782X. Disponível em: http://publicacoes.cardiol.br/2014/diretrizes/2016/05_HIPERTENSAO_ARTERIAL.pdf




DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv8n5-100