Doença de graves – aspectos epidemiológicos, fisiopatológicos e manejo terapêutico / Graves disease – epidemiological, pathophysiological aspects and therapeutic management

João Pedro Matos Uchôa, Andressa de Paula Silva, Camila Vitória Sousa Marcos, Francis Henrique Nascimento, Lívia Oliveira Cândido, Mariana Flores Vianna, Natalia Corrêa Pereira, Raissa Teixeira Pinto, Thalyta Carollina Santos Serra

Abstract


A Doença de Graves (DG) ocorre devido ao surgimento de autoanticorpos que simulam o hormônio estimulante da tireoide (TSH), causando uma hiperprodução dos hormônios tireoidianos: triiodotironina (T3) e tiroxina (T4). A doença é mais frequente no sexo feminino e a idade mais acometida é entre 30 a 50 anos. Os sintomas estão relacionados à idade de acometimento. Os pacientes mais jovens apresentam sintomas como ansiedade, tremores, palpitações e hiperatividade. Já os idosos tendem a manifestar descompensações cardiovasculares, como fibrilação atrial, insuficiência cardíaca congestiva e angina, além de perda de peso. Ademais, existem outras manifestações extratireoidianas que podem estar presentes na DG, incluindo oftalmopatia de Graves, dermopatia da tireoide e acropaquia. Para auxílio diagnóstico, lança-se mão de exames laboratoriais como dosagem de TSH, T3, T4 livre e anticorpos direcionados contra o receptor de TSH (TRAb), além de exames de imagem, como ultrassonografia e cintilografia. No que se refere ao tratamento, existem três opções possíveis para combater a doença, e para escolher uma delas, deve-se levar em consideração fatores como: idade, gravidade da tireotoxicose, tolerância e risco-benefício para o paciente. Todavia, o tratamento que envolve o metimazol, quando tolerado pelo paciente, deve ser a primeira opção de tratamento, uma vez que possui uma chance de curar a doença sem causar hipotireoidismo.


Keywords


doença de graves, fisiopatologia, hipertireoidismo, tireotoxicose, tratamento.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv8n5-105