Complicações da infecção congênita por zika vírus / Complications of congenital zika virus infection

João Pedro Ribeiro Barbosa Ferreira, Amanda Ataides Ribeiro, Ana Luísa Burtet, Danielle Costa Souza, Maria Carolina Rezende Nahime, Sinara Rodrigues de Sá, Samantha Ferreira da Costa Moreira

Abstract


O vírus Zika foi identificado pela primeira vez em 1947 na África, sendo classificado como um arbovírus da família Flaviridae.  Esse vírus pode ser transmitido após a picada do mosquito Aedes aegypti e Aedes albopictus, transfusão sanguínea, via sexual e perinatal. No Brasil, o primeiro caso registrado da doença foi em 2015, nesse período foi notificado no Pernambuco uma epidemia de microcefalia causado por uma possível infecção congênita. Nesse contexto, o objetivo desse artigo é descrever quais são as complicações da infecção congênita por Zika vírus. Para isso, realizou-se uma revisão da literatura nas bases de dados Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Eletronic Library Online (SCIELO), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (Medline) e Scholar Google. O período selecionado foi de 2016 a 2022, sendo escolhidos 10 artigos.  Os estudos avaliados evidenciaram que o Zika vírus causa a morte das células cerebrais em desenvolvimento, resultando em alterações como microcefalia, atraso neuropsicomotor, desproporção craniofacial e alterações visuais e auditivas. As principais alterações visuais são miopia, astigmatismo e hipermetropia. A exposição ao vírus no 1° e no 2° segundo trimestre de gestação aumenta a chance de alterações congênitas. Dessa forma, as complicações causadas pelo Zika vírus são graves e diversas. Assim, medidas que controlem a proliferação e a disseminação do vetor dessa doença são de suma importância.


Keywords


“zika vírus”, “infecção congênita por zika” e “pediatria”.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv8n5-273