Um olhar sobre a percepção de enfermeiros intensivistas acerca da distanásia em unidade de terapia intensiva / A look at the perception of intensive care nurses about dysthanasia in the intensive care unit

Airton César Leite, Geovana Maria Rodrigues de Sousa, Winícius de Carvalho Alves, Lyanne Isabelle Fonteneles Oliveira, Leonilson Neri dos Reis, Sara Roberta Silva Pinto, Maria dos Milagres das Neves Monção, Geovana Barros da Silva, Emerson Iuri Rodrigues Queiroz, Laila Macedo de Moraes Rego, Erica Williams de Moreira Lima, Dayane Hipólito de Moura

Abstract


O câncer de colo de útero é o terceiro tumor que mais acomete a população feminina no mundo, atrás do câncer de mama e do colorretal, é também, a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Este câncer é causado pela infecção persistente por alguns tipos (chamados ontogênicos) do Papiloma Vírus Humano – HPV.  Estas alterações celulares, que podem evoluir para um câncer, são descobertas facilmente no exame de prevenção (conhecido também como Papanicolau e Citológico), e são curáveis na quase totalidade dos casos quando diagnosticado precocemente. Mesmo com sua importância comprovada para a saúde da mulher e os esforços investidos em transformar o exame ginecológico em uma experiência educativa, ainda se observa que muitas mulheres não o consideram como um procedimento rotineiro. Com isso, este estudo teve como objetivo pesquisar na literatura brasileira quais os aspectos socioculturais que podem interferir tanto positivamente quanto negativamente na realização do exame citológico. O presente estudo trata de uma revisão bibliográfica a partir do método de revisão integrativa da literatura, realizado entre os meses de novembro de 2020 a janeiro de 2021. Apesar de ser uma doença de fácil prevenção, constitui-se um problema de saúde pública em países em desenvolvimento, pois alcança altas taxas de prevalência e mortalidade em mulheres de estratos sociais e econômicos mais baixos e que se encontram em plena fase reprodutiva, dessa forma, ressalta-se a importância de se manter o vínculo paciente-enfermeiro e a realização das atividades educativas que abordem a prevenção do câncer de colo uterino, pois muitas mulheres ainda têm medo do exame, medo do resultado final do exame e vergonha por mostrar seu corpo. A distanásia caracteriza-se como o prolongamento exagerado e desproporcional do ato de morrer mediante tratamento que prolonga a vida biológica do paciente. Essa atitude, que decorre do afã médico de salvar vidas, acaba resultando em morte lenta e muitas vezes dolorosa, obtida pelo prolongamento obstinado da vida do paciente quando não há esperança de cura e qualquer tratamento se tornou inútil e sem benefícios. Analisar as evidências científicas publicadas sobre a percepção de enfermeiros intensivistas sobre a distanásia em Unidade de Terapia Intensiva. Trata de uma revisão bibliográfica do método revisão integrativa da literatura, realizado nos meses entre outubro de 2021 a fevereiro de 2022. A busca efetuou-se, através da Plataforma da Biblioteca Virtual em Saúde - BVS, utilizando as bases de dados LILACS, BDENF, por meio da SCIELO. Aderindo-se através dos descritores/palavras chaves: “Enfermagem”, “Distanásia”, “UTI”, combinados com o operador booleano “AND”. O enfermeiro, é capaz de identificar formas de proporcionar melhor qualidade de vida para pacientes terminais ou em situações de distanásia, tais como CP, alívio da dor, uso de sedação (de maneira correta) e maior inserção da família dentro das UTIs, deve cada vez mais tentar atuar, preferencialmente junto à equipe de saúde, a favor destes pacientes e seus familiars. Compreende-se que é imprescindível haver uma comunicação mais aberta e eficaz no trabalho com as equipes de saúde, a fim de proporcionar melhor qualidade de vida para pacientes terminais ou em situações de distanásia.

 


Keywords


enfermagem, distanásia, UTI.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv8n5-293