A prevalência de casos de fibrose e cirrose hepática na população brasileira no período entre 2014 a 2018 / The prevalence of liver fibrosis and cirrhosis cases in the brazilian population from 2014 to 2018

Igor Gabriel de Souza Brito, Heitor Rubio Verginio, Andressa Paola Perego Nunes, Thaila Zoccal, Gustavo Henrique Pinheiro Cotrim, Renan Duarte Ramalho de Souza, Ane Beatriz de Souza, Julia Silva Pereira

Abstract


A fibrose hepática é caracterizada por danos subsequentes no fígado gerando cicatriz. O estimulo nocivo leva a inflamação, promovendo desorganização da arquitetura tecidual, e por fim disfunção hepática. O diagnóstico é primordialmente morfológico, pela análise histológica da biópsia do fígado. O diagnóstico precoce mostrou-se importante, visto a melhor resposta terapêutica dos pacientes na fase inicial. O avanço da fibrose para cirrose hepática é dinâmico, tendo diversas etiologias e complicações associadas. Na clínica, a CH é dividida em compensada e descompensada, dependendo das complicações secundárias à hipertensão portal e insuficiência hepática. Na compensada, nota-se pouco ou nenhum sinal e sintoma e as principais manifestações são inespecíficas. Já a descompensada, apresenta complicações como hemorragia digestiva alta, encefalopatia hepática, ascite e peritonite bacteriana espontânea. Além destas complicações, também são consideradas síndrome hepatorrenal e carcinoma hepatocelular. Com base no DATASUS, foi possivel avaliar epidemiologicamente as alterações hepáticas na população brasileira, sendo possível destacar uma maior prevalência na região sudeste, e no sexo masculino, estando relacionado a fatores históricos e socioeconômico. Vale ressaltar que a frequência de casos se manteve nos anos seguintes. Neste sentido, o estudo visa contribuir para direcionar medidas políticas de promoção e prevenção das diferentes causas das alterações hepáticas analisadas.


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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv8n5-324