A interferência do uso de dispositivos tecnológicos na relação pais-filhos / The interference of the use of technological devices in the parent-child relationship

Flávia Michelle Pereira Albuquerque, Maiara Cristina Fiorin, Juliane Colpo, Nedisson Luis Gessi

Abstract


O uso de dispositivos tecnológicos é habitual na vida e no cotidiano das pessoas. Mesmo sendo uma ferramenta essencial, pode causar um impacto no vínculo e convívio com os demais, principalmente no âmbito familiar (Thomazini & Goulart, 2018). Tem como Metodologia: estudo transversal, quantitativo de delineamento exploratório e descritivo, de levantamento de campo (pesquisa Survey), através de questionário online, um para pais e outro para os filhos, pelo Google Forms. Participaram da pesquisa adolescentes entre 12 a 15 anos e seus respectivos responsáveis, totalizando 137 participantes. Teve por objetivo caracterizar e comparar a percepção do uso de dispositivos tecnológicos por pais na visão dos pais e dos filhos e a interferência na relação pais-filhos. Na análise, a pesquisa teve como foco a influência que os dispositivos tecnológicos geram nas relações familiares. Os resultados mostraram que as famílias não consideram que o uso da tecnologia interrompe atividades com os filhos ou causam problemas na relação, avaliando-a como boa. Pensando nos resultados apresentados na pesquisa, o problema não seria o uso da tecnologia em si, mas, a forma com que a família se relaciona, pois, a internet compromete o diálogo familiar, encobrindo dificuldades de relacionamento, principalmente interferindo nas relações e podendo estimular o individualismo, tornando cômodo o uso da tecnologia em geral. Com a pandemia do novo Coronavírus, as relações familiares e de trabalho tiveram grandes mudanças de modo que a tecnologia veio como aliada, a qual, não sabemos como será futuramente, mas, que assumirão lugar importantíssimo em todas as relações sociais.


Keywords


dispositivos tecnológicos, tecnologia, relações familiares, pais-filhos.

References


Bahia , K., & Suard, S. (2019). THE STATE OF MOBILE INTERNET CONNECTIVITY 2019. Reino Unido: GSMA Connected Society. Fonte: GSMA Connected Society. https://www.gsma.com/mobilefordevelopment/wp-content/uploads/2019/07/GSMA-State-of-Mobile-Internet-Connectivity-Report-2019.pdf

Bairros, J. d., Belz, C. W., Moura, M., Oliveira, S. G., Rodrigues, T. T., Silva, S. C., & Costa, F. T. (2011). INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA: A IMPORTÂNCIA DA RELAÇÃO AFETIVA NA FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL. XVI Seminário Interinstitucional de Ensino, Pesquisa e Extensão. https://home.unicruz.edu.br/seminario/anais/anais-2011/humanas/INF%C3%83%E2%80%9ANCIA%20E%20ADOLESC%C3%83%C5%A0NCIA%20A%20IMPORT%C3%83%E2%80%9ANCIA%20DA%20RELA%C3%83%E2%80%A1%C3%83%C6%92O%20AFETIVA%20NA%20FORMA%C3%83%E2%80%A1%C3%83%C6%92O%20E%20DESENVOLVIMENTO%20EMOCIONAL.pdf

Costa, S. R. S., Duqueviz, B. C., & Pedroza, R. L. S. (2015). Tecnologias Digitais como instrumentos mediadores da aprendizagem dos nativos digitais. Psicologia Escolar e Educacional, 19(3), 603-610.DOI: https://dx.doi.org/10.1590/2175-3539/2015/0193912. Disponível: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-85572015000300603&script=sci_abstract&tlng=pt

Fim, T. R., Pezzi, F. A. S. (2019) INTERNET E ADOLESCÊNCIA: UMA INTERVENÇÃO COM OS ADOLESCENTES, PAIS E PROFESSORES. Psicologia em Revista. v. 25, n. 3, p.(942-959). Belo Horizonte. DOI: https://doi.org/10.5752/P.1678-9563.2019v25n3p942-959

IBGE, I. B. (2018). Acesso à internet e à televisão e posse de telefone móvel celular para uso pessoal: 2017. Pesquisa nacional por amostra de domicílios: acesso à internet e posse de telefone móvel celular para uso pessoal; PNAD : acesso à internet e posse de telefone móvel celular para uso pessoal. São Paulo. Fonte: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101631_informativo.pdf

Kobs, F. F. (2017) “Os possíveis efeitos do uso dos dispositivos móveis por adolescentes: Uma análise de atores de uma escola pública e uma privada”, Tese, Faculdade de Tecnologia e Sociedade, Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Curitiba. http://riut.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/2768/1/CT_PPGTE_D_Kobs%2C%20Fabio%20Fernando_2017.pdf

Köhler, J. F., & Amaral, É. M. (2011). Artigo (especialização) - Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Tecnologia, Curso de Especialização em Mídias na Educação. Influência da internet nas relações familiares, 1-20. Santa Maria, RS, BR. Fonte: http://repositorio.ufsm.br/handle/1/2410

McDaniel, B. T., & Radesky, J. S. (2017). Technoference: Parent Distraction With Technology and Associations With Child Behavior Problems. Child Development, vol.89, 100-109. doi:10.1111/cdev.12822

Medeiros, E. A. S. (2020). A luta dos profissionais de saúde no enfrentamento da COVID-19. Acta Paulista de Enfermagem, 33, e-EDT20200003. Epub May 11, 2020. https://doi.org/10.37689/acta-ape/2020edt0003.

Motta, J. M. (2017). [email protected] Campinas, SP: Pontes Editora.

Papalia, D. E., Feldman, R. D., & Martorell , G. (2012). Desenvolvimento Psicossocial na Adolescência. Em D. E. Papalia, R. D. Feldman, & G. Martorell, Desenvolvimento Humano (pp. 420-448). Porto Alegre: Editora Artmed.

Pedroso, C. M., & Bonfim, E. L. (2017). O impacto da tecnologia no ambiente familiar e suas consequências na escola. Revista dos Discentes da Faculdade Eça de Queirós, 1-5.

Pimenta, T., & Oliveira, F. A. (2018). A influência da tecnologia nas relações familiares. Revista Uningá, 55(4), 138-147. http://revista.uninga.br/index.php/uninga/article/view/2411

Thomazini, M. G., & Goulart, E. E. (2018). Relações Familiares: A Influência do Virtual. Revista Interacções, 49-64. https://revistas.rcaap.pt/interaccoes/article/view/14182

Silva, T. d., & Silva, L. T. (2017). Os impactos sociais, cognitivos e afetivos sobre a geração de adolescentes conectados às tecnologias digitais. Revista Psicopedagogia, 87-97. http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84862017000100009

CARVALHO, Maria do Carmo Brant de. Famílias e Políticas Públicas. (2010) In: ACOSTA, Ana Rojas; VITALE, Maria Amalia Faller. Família: Redes, Laços e Políticas Públicas. 5ª edição. São Paulo: Ed. Cortez.

SAWAIA, Bader. (2010) Família e Afetividade: a configuração de uma práxis ético-política, perigos e oportunidades. In: ACOSTA, Ana Rojas e VITALE, Maria Amalia Faller. Família: Redes, Laços e Políticas Públicas. 5ª edição. São Paulo: Ed. Cortez.

ALBUQUERQUE, F.M.P. (2019) Políticas Públicas de Saúde Mental como Promotoras de Cidadania e (re)Inserção Social - Um novo lugar para ser feliz? Dissertação mestrado em Desenvolvimento e políticas públicas da Universidade Federal da Fronteira Sul..

ALBUQUERQUE, F.M.P. & BAUMKARTEN, S.T. (2017) Meninos sem pátria: Da vampirização a medunização. São Paulo: Ed. Baraúna,




DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv8n6-028