Estudo da relação entre a força muscular do assoalho pélvico com os comandos verbais solicitados / Study of the relationship between pelvic floor muscle strength requested verbal commands

Paola Conceição Alves, Andrea Janz Moreira

Abstract


Um importante aspecto na avaliação é o comando verbal solicitado para contrair os músculos do assoalho pélvico (MAP). Ainda não está estabelecido qual o comando verbal é o mais efetivo. O objetivo foi estabelecer a relação entre a contração dos MAP com os comandos verbais. Trata-se de um estudo transversal quali/quantitativo com desfecho diagnóstico, composto por 30 mulheres. Foi aplicado um questionário para caracterizar a amostra. Depois, foi solicitado a contração dos MAP através de 5 comandos verbais, havendo um intervalo de 30 segundos e sendo anotado o valor de cada contração. O melhor comando verbal foi o fechamento do ânus, com média de 22,3 mmHg e o pior foi aperte a bolinha com média de 8,4 mmHg, sendo p<0.001. Foi encontrado que quanto mais idade, maior é a pressão basal em repouso e que a percepção do AP interfere na resposta de contração dos MAP. Houve diferença significativa entre as mulheres que possuem percepção comparadas as que não possuem. Concluímos que os comandos verbais que devem ser solicitados são aqueles que recrutam propriamente os MAP. Os MAP enfraquecem com o envelhecimento e com a falta da percepção do AP. Assim, o tratamento fisioterapêutico deve ser baseado no treinamento de força muscular, resistência e propriocepção.


Keywords


Um importante aspecto na avaliação é o comando verbal solicitado para contrair os músculos do assoalho pélvico (MAP). Ainda não está estabelecido qual o comando verbal é o mais efetivo. O objetivo foi estabelecer a relação entre a contração dos MAP com os

References


BARBOSA, M.K.G. Manipulação visceral na funcionalidade dos músculos do assoalho pélvica: Revisão narrativa. 2016. 19f. Trabalho de Conclusão de Curso (Curso de Fisioterapia) - Universidade Estadual de Paraíba, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Campina Grande, 2016.

EICKMEYER, Sarah M.. Anatomy and Physiology of the Pelvic Floor. Physical Medicine And Rehabilitation Clinics Of North America, [s.l.], v. 28, n. 3, p. 455- 460, ago. 2017. Elsevier BV.

JOHNSTON, S. L.. Pelvic floor dysfunction in midlife women. Climacteric, [s.l.], v. 22, n. 3, p. 270-276, 11 mar. 2019. Informa UK Limited.

MOSER, Helene. et al. Reliability and validity of pelvic floor muscle displacement measurements during voluntary contractions. International Urogynecology Journal, [s.l.], v. 30, n. 12, p. 2093-2100, 4 abr. 2019. Springer Science and Business Media LLC.

DIETZ, Hp; STEENSMA, Ab. The prevalence of major abnormalities of the levator ani in urogynaecological patients. Bjog: An International Journal of Obstetrics and Gynaecology, [s.l.], v. 113, n. 2, p. 225-230, fev. 2006. Wiley.

HAYLEN, Bernard T. et al. An International Urogynecological Association (IUGA)/International Continence Society (ICS) joint report on the terminology for female pelvic floor dysfunction. International Urogynecology Journal, [s.l.], v. 21, n. 1, p. 5-26, 25 nov. 2009. Springer Science and Business Media LLC.

GOUVEIA, Priscila Fernandes. et al. Métodos de avaliação do assoalho pélvico. Rev. bras. med;70(6), jun. 2013.

VASCONCELOS, Elaine Cristine Lemes Mateus, RIBEIRO, Aline Moreira. Força e função muscular do assoalho pélvico: como avaliar?. Fisioterapia Brasil, [S.l.], v. 14, n. 6, p. 469 - 473, set. 2013. ISSN 2526-9747.

ADLER; SUSAN. PNF: facilitação neuromuscular proprioceptiva: um guia ilustrado. 2. ed. rev. - Barueri, SP: Manole, 2007.

GLISOI, Soraia Fernandes das Neves; GIRELLI, Paola. Importância da fisioterapia na conscientização e aprendizagem da contração da musculatura do assoalho pélvico em mulheres com incontinência urinária. Rev Bras Clin Med. São Paulo, 2011 nov-dez;9(6):408-13.ASHTON-MILLER, James A. et al. The Functional Anatomy of the Female Pelvic Floor and Stress Continence Control System. Scand J Urol Nephrol Suppl. 2001; (207): 1–125. NIH Public Access.

BARACHO, Elza. Fisioterapia aplicada à saúde da mulher. 6. Ed. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018.

RESENDE, Ana Paula Magalhães et al. Eletromiografia de superfície para avaliação dos músculos do assoalho pélvico feminino: revisão de literatura. Fisioter. Pesqui., São Paulo, v. 18, n. 3, p. 292-297, Sept. 2011.

KRUGER, Jennifer. et al. Can you train the pelvic floor muscles by contracting other related muscles? Neurourology And Urodynamics, [s.l.], v. 38, n. 2, p. 677- 683, 28 dez. 2018. Wiley.

PESCHERS UM, Gingelmaier A, Jundt K, Leib B, Dimpfl T. Evaluation of pelvic floor muscle strength using four different techniques. Int Urogynecol J Pelvic Floor Dysfunct. 2001;12(1):27-30

SWENSON, Carolyn W. et al. Aging effects on pelvic floor support: a pilot study comparing young versus older nulliparous women: a pilot study comparing young versus older nulliparous women. International Urogynecology Journal, [s.l.], v. 31, n. 3, p. 535-543, 6 ago. 2019. Springer Science and Business Media LLC.

KRONBAUER, Gláucia Andreza; CASTRO, Flávio Antônio de Souza. Estruturas elásticas e fadiga muscular. Rev. Bras. Ciênc. Esporte, Porto Alegre, v. 35, n. 2, p. 503-520, June 2013.

BØ, Kari, et al. Evidence-Based Physical Therapy for the Pelvic Floor-E-Book: Bridging Science and Clinical Practice. 2014: Elsevier Health Sciences.

KHARAJI, Ghazal et al. “Proprioception in stress urinary incontinence: A narrative review.” Medical journal of the Islamic Republic of Iran vol. 33 60. 25 June. 2019.




DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv8n6-052