Riscos associados à automedicação e ao uso indiscriminado da ivermectina durante a pandemia de Sars-Cov-2 / Evaluation of turnera ulmifolia: phytochemical profile and pharmacological activities

Alex dos Santos Silva, Eduardo Abdias Cardoso Nogueira

Abstract


A pandemia de Covid-19 teve origem na China e se espalhou pelo mundo a partir do ano de 2019/2020. No princípio não havia tratamento e as formas recomendadas de combate eram o distanciamento social e higienização das mãos. Contudo, o medo e a disseminação de notícias e informações falaciosas ou falsas fez com que as pessoas acorressem às farmácias, adquirissem e consumissem certos medicamentos, os quais supostamente atuariam na prevenção e no tratamento da doença. Dentre esses medicamentos estava a Ivermectina. Avaliar a toxicidade do uso indiscriminado de Ivermectina, tendo em vista a automedicação e a irracionalidade com que foi consumida durante o período da pandemia de Covid-19. Revisão da literatura, utilizando-se artigos científicos indexados no Google Acadêmico e na Plataforma Scielo, os quais foram analisados por meio de abordagem qualitativa e método dedutivo, com análise descritiva. A Ivermectina é uma droga recomendada contra parasitas, vermes, piolhos e não um antiviral. Estudos preliminares in vitro apontaram alguma eficácia, mas não houve estudos randomizados suficientes que pudessem gerar confiabilidade científica de que o medicamento fosse de fato eficaz contra o vírus. Apesar disso, pessoas o consumiram em altas doses a despeito dos riscos associados ao seu uso indiscriminado e em altas doses. Dentre esses riscos, o principal é o relativo ao sistema nervoso central. A sobredosagem pode ocasionar ademais, dentre as mais graves consequências: taquicardia, hipotensão, ataxia, agitação, rabdomiólise e até mesmo coma. A Ivermectina, em dosagem diferente da recomendada, mais alta, pode trazer ainda mais risco à saúde humana, com consequências drásticas para quem a consome de forma irracional. Por isso é fundamental reafirmar a importância do trabalho do farmacêutico, que na dispensação do medicamento deve orientar as pessoas acerca desses riscos e, se possível, dissuadi-las de se automedicarem.


Keywords


ivermectina, uso irracional, toxicidade, automedicação, farmacêutico

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv8n6-082