Perfil epidemiológico da Sífilis adquirida no Nordeste brasileiro no período de 2010 a 2020 / Epidemiological profile of acquired Syphilis in brazilian Northeast in the period from 2010 to 2020

Sávia Braga Tenório Dantas, Tarsiane Dias Muniz dos Santos, Laércio Pol Fachin, Andre Falcao Pedrosa Costa

Abstract


Introdução: A sífilis constitui uma afecção bacteriana cuja transmissão tem caráter majoritariamente sexual. Essa doença ocupa destaque na prevalência de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) no Brasil, de modo que é possível considerá-la como uma endemia nacional levando em consideração a recorrência de casos diagnosticados. Sabe-se que variáveis sociais, culturais e econômicas são fatores de risco para ISTs, nesse sentido cabe evidenciar, como objeto de estudo, o Nordeste brasileiro, região marcada historicamente por lutas socioeconômicas que influenciam diretamente em seu cenário de saúde. De tal modo, é notória a importância de conhecer indicadores de uma IST importante como a Sífilis Adquirida (SA), principalmente no contexto de uma região vulnerável como o Nordeste brasileiro.  Objetivo: O objetivo deste estudo foi descrever aspectos epidemiológicos da Sífilis Adquirida no Nordeste brasileiro. Metodologia: Estudo do tipo descritivo, quantitativo e retrospectivo, tendo os dados do SINANNET como principal fonte de informação. Foram avaliadas as informações sobre os casos de Sífilis Adquirida ocorridos na região Nordeste de janeiro de 2010 a dezembro de 2020. Resultados e Discussão: A maioria dos casos notificados, quais sejam 32.991 (29,6%), ocorreram no estado da Bahia, seguido pelo estado de Pernambuco (28.195) e estado do Ceará (13.921). O estado com o menor número de casos notificados foi Alagoas, com um total de 2.178 nesse intervalo de tempo. No que se refere à raça, dos casos notificados entre 2010 e 2020, 57,2% é representado por pessoas pardas. Levando em consideração a divisão por sexo, o masculino representou 62.382 casos notificados, número que reflete mais da metade do total (56,08%). Quanto a faixa etária, o intervalo entre 20 e 29 anos foi o mais prevalente em relação ao diagnóstico de Sífilis Adquirida. Conclusão: Em relação às características dos pacientes com SA na região Nordeste do Brasil, constatou-se que a doença é predominantemente no sexo masculino, afetando mais a faixa etária de 20-39 anos e principalmente pardos.


Keywords


sífilis adquirida, epidemiologia, infecções sexualmente transmissíveis, notificação compulsória.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv8n6-221