O simbolismo organizacional pela teoria das práticas nos estudos sobre as práticas da agricultura familiar brasileira/ Organizational symbolism by the theory of practices in the studies on the practices of brazilian family farming

Thiago Chagas de Almeida

Abstract


O simbolismo organizacional são transformações de sentido em representações compreensíveis à organização (WOOD JUNIOR, 2001). Desse modo, associando as práticas da agricultura familiar ao conceito de organizing, o presente artigo objetivou analisar como os simbolismos organizacionais se manifestam nos estudos sobre as práticas da agricultura familiar brasileira e as contribuições que a teoria das práticas pode dar a esses estudos. Para tanto, esse trabalho utilizou uma metodologia qualitativa, baseada em pesquisa bibliográfica. Após a discussão, observou-se que poucos estudos associam o simbolismo organizacional às práticas agrícolas familiares e percebeu-se uma ausência de trabalhos que fazem essa associação pela lente da prática. Como contribuições, a teoria das práticas poderia levar a um maior entendimento de como essas ações se constituem e se estabelecem em um processo contínuo e situado. 


Keywords


Simbolismo organizacional, teoria das práticas, agricultura familiar.

References


ASSIS, S. C. R.; PRIORE, S. E.; FRANCESCHINI, S. C. C. Impacto do Programa de Aquisição de Alimentos na Segurança Alimentar e Nutricional dos agricultores. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro, v. 22, n. 2, 2017, p. 617-626.

BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Agropecuário 2006. 2006. Disponível em: Acesso em: 21 set. 2019.

BRASIL. Lei nº 11.326, de 24 de julho de 2006. Estabelece as diretrizes para a formulação da Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 24 jul. 2006. Disponível em: Acesso em: 21 set. 2019.

BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Agricultura familiar do Brasil é 8ª maior produtora de alimentos do mundo. Portal Eletrônico do Governo Federal, Brasília, DF, 2018. Disponível em: Acesso em: 16 set. 2019.

BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). Portal Eletrônico do Governo Federal, Brasília, DF, 2016. Disponível em: Acesso em: 17 set. 2019.

BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O que é a agricultura familiar. Portal Eletrônico do Governo Federal, Brasília, DF, 2016. Disponível em: Acesso em: 20 set. 2019.

BROWN, J. S.; DUGUID, P. Organizational learning and communities-of-practice: toward a unified view of working, learning and innovating. Organization Science, v. 2, n. 1, 1991, p. 40-57.

CARLILE, P. R. A pragmatic view of knowledge and boundaries: boundary objects in new product development. Organization Science, v. 13, n. 4, 2002, p. 442–455.

CASTRO, L. F. P. Agricultura familiar: perspectivas e desafios para o desenvolvimento rural sustentável. Revista Urutágua, n. 34, 2016, p. 174-189.

CERTEAU, M. de. Artes de Fazer. In: CERTEAU, M. de. A invenção do cotidiano. Artes de Fazer. Tradução de Ephraim Ferreira Alves. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 1998, p. 33-106.

CORRADI, G.; GHERARDI, S.; VERZELLONI, L. Through the practice lens: where is the bandwagon of practice-based studies heading? Management Learning, v. 41, n. 3, 2010, p. 265–283.

COSTA, J. S. et al. Inovação social, prazer e sofrimento no trabalho: o caso do Projeto Mandalla no Ceará. Administração Pública e Gestão Social, v. 6, n. 1, 2014, p. 11-18.

DA SILVA, A. J.; SILVA JÚNIOR, M. F. Representações sociais e agricultura familiar: indícios de práticas agrícolas sustentáveis no Vale do Bananal - Salinas, Minas Gerais. Sociedade & Natureza, v. 22, n. 3, 2011, p. 525-537.

DALMORO, M. et al. As lógicas dos produtores invisíveis: significados culturais na produção agrícola familiar. Revista Eletrônica de Administração, Porto Alegre, v. 23, n. 3, 2017, p. 92-115.

DUARTE, M. F., ALCADIPANI, R. Contribuições do organizar (organizing) para os estudos organizacionais. Organizações & Sociedade, v. 23, n. 76, 2016, p. 057-072.

FANTINEL, L. D.; CAVEDON, N. R.; FISCHER, T. Produção de Significações do Espaço e Sociabilidade em um Café Artesanal de Salvador. Revista Interdisciplinar de Gestão Social, v. 1, 2012, p. 51-74.

FELDMAN, M. S.; ORLIKOWSKI, W. J. Theorizing Practice and Practicing Theory. Organization Science, v. 22, n. 5, 2011, p. 1240-1253.

FINE, G. A.; HALLETT, T. Group Cultures and the Everyday Life of Organizations: Interaction Orders and Meso-Analysis. Organization Studies, v. 35, n. 12, 2014, p. 1773-1792.

GHERARDI, S. Introduction: the critical power of the “practice lens”. Management Learning, v. 40, n. 2, 2009a, p. 115-128.

GHERARDI, S. Practice? It´s a Matter of Taste! Management Learning, v. 40, n. 5, 2009b, p. 535-550.

GHERARDI, S. To start practice theorizing a new: The contribution of the concepts of agencement and formativeness. Organization, 2015, p. 1-19.

HASSARD, J.; COX, J. W. Can Sociological Paradigms Still Inform Organizational Analysis? A Paradigm Model for Post-Paradigm Times. Organization Studies, v.34, 2013, p. 1701-1728.

HATCH, M. J. What is organization? In: HATCH, M. J. Organizations: A very short introduction. Oxford: Oxford University Press, 2011, p. 1-11.

HELLER, A. A estrutura da vida cotidiana. In: HELLER, A. O cotidiano e a história. 11 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2016.

JARZABKOWSKI, P. A.; LÊ, J. K. We have to do this and that? You must be joking: Constructing and responding to paradox through humor. Organization Studies, 2016.

MORGAN, G., FROST, P.; PONDY, L. Organizational symbolism. In: PONDY, L. et al. (eds.). Organizational symbolism. Connecticut: Jay Press, 1983, p. 3-35.

OLIVEIRA, J.S.; CAVEDON, N.R. Micropolíticas das Práticas Cotidianas: Etnografando uma Organização Circence. Revista de Administração de Empresas, v. 53, n. 2, 2013, p. 156-168.

ORLIKOWSKI, W. J. Knowing in practice: enacting a collective capability in distributed organizing. Organization Science, v. 13, n. 3, 2002, p. 249–273.

ORLIKOWSKI, W. J. Using Technology and Constituting Structures: A Practice Lens for Studying Technology in Organizations. Organization Science, v. 11, n. 4, 2000, p. 404–428.

PICOLOTTO, E. L. Os atores da construção da categoria agricultura familiar no Brasil. Revista de Economia e Sociologia Rural, Brasília, v. 52, supl. 1, 2014, p. 63-84.

RECKWITZ, A. Toward a theory of social practices: A development in culturalist theorizing. European Journal of Social Theory, v. 5, n. 2, 2002, p. 243–263.

ROBERTS, J. Prologue: Dangerous Memories. In: ROBERTS, J. Philosophizing the everyday revolutionary praxis and the fate of cultural theory. London: Pluto Press, 2006, p. 1-15.

SCHATZKI, T. R. Introduction: Practice Theory. In: SCHATZKI, T. R.; KNORR-CETINA, K.; VON SAVIGNY, E. (eds) The Practice Turn in Contemporary Theory. London and New York: Routledge, 2001, p. 10-23.

SCHATZKI, T. R. What Is a Social Practice? In: SCHATZKI, T. R. The site of the social: a philosophical account of the constitution of social life and change. Pennsylvania: Pennsylvania State University, 2002, p. 70-88.

SEIDL, D.; WHITTINGTON, R. Enlarging the Strategy-as-Practice Research Agenda: Towards Taller and Flatter Ontologies. Organization Studies, v. 35, n. 10, 2014, p. 1407-1421.

SIMMEL, G. A metrópole e a vida mental. In: VELHO, O. G. O Fenômeno Urbano. Rio de Janeiro: Zahar, 1973, p. 11-25.

VERGARA, S. Projetos e relatórios de pesquisa em Administração. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2009.

WASSERMAN, V.; FRENKEL, M., Organizational Aesthetics: Caught Between Identity Regulation and Culture Jamming. Organization Science, v. 22, n. 2, 2011, p. 503-521.

WEBER, K.; DACIN, M. T. The Cultural Construction of Organizational Life: Introduction to the Special Issue. Organization Science, v. 22, n. 2, 2011, p. 287-298.

WEICK, K. E.; SUTCLIFFE, K. M.; OBSTFELD, D. Organizing and the process of sensemaking. Organization Science, v. 16, n. 4, 2005, p. 409-421.

WHITTINGTON, R. ‘Strategy as Practice’. Long Range Planning, v. 29, n. 5, 1996, p. 731–735.

WOOD JUNIOR, T. Organizações Espetaculares. 1. ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2001.

WOOD JUNIOR. T. Organizações de simbolismo intensivo. Revista de Administração de Empresas, v.40, n.1, 2000, p.20-28.




DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n1-305

Refbacks

  • There are currently no refbacks.