Desafios da indústria 4.0 no contexto brasileiro / Industry 4.0 challenges inside the brazilian context

Elaine Maria de Moura Souza, Jeferson de Castro Vieira

Abstract


este artigo tem como objetivo analisar as possibilidades de implantação da indústria 4.0 no Brasil diante das transformações econômicas mundiais. O estudo traz as principais discussões sobre o tema, objetivando investigar os desafios para a implantação da Indústria 4.0 no Brasil – tida como a quarta revolução industrial. Argumenta-se que o debate atual sobre o processo de industrialização no Brasil caracterizado como indústria 4.0, precisa se aprofundar sobre os limites e as possibilidades de desenvolvimento industrial brasileiro, principalmente diante das transformações da indústria mundial e do consequente acirramento da concorrência global e à reorganização das empresas transnacionais. O texto tece um histórico da revolução industrial nas suas três primeiras fases que foram profundamente estudadas pela Economia, História e Geografia ao longo dos quatro últimos séculos, resgatando as principais características de cada uma das fases. Ainda aborda a diversidade de inovações disruptivas, tais como big datas, internet das coisas, robótica e cloud computing, apontando os principais desafios que o Brasil precisa superar para aplica-las na indústria, dentre eles a definição de políticas públicas para ciência e tecnologia e investimento em educação profissional.


Keywords


Indústria 4.0, Quarta Revolução Industrial, Indústria Brasileira, Possibilidades Industriais.

References


Arbix, G. et al. (2017). O Brasil e a nova onda de manufatura avançada: o que aprender com Alemanha, China e Estados Unidos. Novos estud. CEBRAP [online]., 36(3), 29-49. Recuperado em 10 janeiro, 2019, de http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0101-33002017000300029&lng=en&nrm=iso&tlng=pt.

Azevedo, M. T. de. (2017). Transformação Digital na Indústria: Indústria 4.0 e a rede de água inteligente no Brasil. 177p. Tese de doutorado, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil. Recuperado em 10 maio, 2019, de: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3142/tde-28062017-110639/publico/MarceloTeixeiradeAzevedoCorr17.pdf.

Barros, L. C. M. (2006). Uma encruzilhada para o Brasil. Folha de S. Paulo, São Paulo.

Balasingham, K. (2016). Industry 4.0: securing the future for german manufacturing companies. 16 p. Dissertação de mestrado, University of Twente, Twente. Recuperado em 15 março, 2019, de: https://essay.utwente.nl/70665/1/Balasingham_BA_MA.pdf. Acesso em: 15 mar. 2019.

Bonelli, R. (2005). Industrialização e desenvolvimento. Notas e conjecturas com foco na experiência do Brasil. Texto preparado para o seminário Industrialização, Desindustrialização e Desenvolvimento, organizado pelo IEDI e FIESP.

Bresser-Pereira, L. C. (2016). O Novo-Desenvolvimentismo e a Ortodoxia Convencional. São Paulo em Perspectiva, 20(1), 5-24. Recuperado em 15 julho, 2019, de: https://pesquisa-eaesp.fgv.br/sites/gvpesquisa.fgv.br/files/arquivos/bresser_-_novo_desenvolvimento_e_a_ortodoxia.pdf.

Brasil. (2013). Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Recuperado em 15 janeiro, 2019, de: http://www.mctic.gov.br/portal.

Bonelli, R., Pessôa, S. de A., & Matos, S. (2013). Desindustrialização no Brasil: fatos e interpretação. In E. Bacha, & M. de Bolle (org.). O futuro da indústria no Brasil: desindustrialização em debate. RJ: Civilização Brasileira.

Clark, C. (1957).The Conditions of Economic Progress. London: Macmillan.

CNI. (2016). Confederação Nacional da Indústria. Desafios para a indústria 4.0 no Brasil. Brasilia: CNI. 34 p.

CNI. (2017). Confederação Nacional da Indústria. Indústria 2027 – Riscos e Oportunidades para o Brasil Diante das Inovações Disruptivas. Campinas: Inst. de Economia da UFRJ Inst. de Economia da UNICAMP. Recuperado em 10 novembro, 2019, de: http://www.ie.ufrj.br/images/detalhamento_dos_impactos_sobre_os_sistemas_produtivos_33952.pdf.

CNI. (2018). Confederação Nacional da Indústria. Desempenho do Brasil no Índice Global de Inovação 2011-2018. Brasília: CNI. 134p.

De Negri, F. (2018). Novos caminhos para a inovação no Brasil. Washington, DC: Wilson Center.

Feijó, C. A., Carvalho, P. G. M., & Almeida, J. S. G. (2005). Ocorreu uma desindustrialização no Brasil? São Paulo: IEDI. Recuperado em 10 novembro, 2019, de: https://iedi.org.br/admin_ori/pdf/20051129_desindustrializacao.pdf.

Furtado, C. (1974). O Mito do Desenvolvimento Econômico. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Gonçalves, R. (2005). Economia Política Internacional. Rio de Janeiro: Campus.

Isenberg, D., & Onyemah, V. (2016). Fostering scaleup ecosystems for regional economic growth. Innovations - Thriving Cities, 11(1/2), 60-79.

Krugman, P. R. (1989). Industrial organization and international trade. In R. Schmalensee & R. Willig (eds.). Handbook of industrial organization. New York: Elsevier.

Morceiro, P. C.& Guilhoto, J. J. M. (2019). Desindustrialização setorial e estagnação de longo prazo da indústria brasileira. Núcleo de Economia Regional e Urbana da Universidade de São Paulo, São Paulo, TD Nereus, 1. Recuperado em 10 abril, 2019, de: Http://Www.Usp.Br/Nereus/Wp-Content/Uploads/TD_Nereus_01_2019.Pdf.

Nassif, A. (2008). Há Evidências de Desindustrialização no Brasil? Brazilian Journal of Political Economy, 28(1/109), 72-96. Recuperado em 10 agosto, 2019, de: http://www.scielo.br/pdf/rep/v28n1/a04v28n1.pdf.

Oreiro, J. L. & Feijó, C. (2010). Desindustrialização: conceituação, causas, efeitos e o caso brasileiro. Revista de Economia Política, 30(2), 219-232, 2010. Recuperado em 10 abril, 2019, em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31572010000200003.

Palma, J. G. (2005). Four sources of deindustrialization and a new concept of the Dutch disease. In J. A. Ocampo (ed.). Beyond Reforms. Palo Alto (CA): Stanford University Press.

Pinheiro, M. C. et al. (2007). Por que o Brasil não precisa de política industrial. Rio de Janeiro: FGV.

Plataforma Nilo Peçanha. Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica SETEC/MEC. Recuperado em 10 maio, 2019, de: http://plataformanilopecanha.mec.gov.br/

Rowthorn, R. & Ramaswamy, R. (org.). (1999). Growth, Trade, and Deindustrialization. Internacional Monetary Fund. IMF Staff Papers, 46(1), 18-41. Recuperado em 10 janeiro, 2019, de: https://www.imf.org/external/pubs/ft/wp/wp9860.pdf.

Schwab, K. M. (2016). A quarta revolução industrial. Tradução Daniel Moreira Miranda. São Paulo: Edipro.

Schwab, K. M. & Davis, N. (2018). Aplicando a quarta revolução industrial. Tradução de Daniel Moreira Miranda. São Paulo: Edipro.

Schwartzman, S. & Christophe, M. (2009). A Educação em Ciências no Brasil. Rio de Janeiro: Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade.

SEBRAE. (2016). Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Recuperado em 10 janeiro, 2019, de: http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae.

SEBRAE. (2017). Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Expectativas do Mercado. Boletim Estudos &Pesquisas, 61. Recuperado em 15 março, 2019, de: https://datasebrae.com.br/wp-content/uploads/2018/03/Boletim-Estudos-e-Pesquisas-12-2017.pdf.

SENAI. Serviço Brasileiro de Apoio das Micro e Pequenas Empresas. Recuperado em 10 maio, 2019, de: https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/educacao/conheca-30-novas-profissoes-que-vao-surgir-com-a-industria-40.

Schwartsman, A. (2009). Uma Tese com Substâncias. Folha de São Paulo.

Silva, J. C. da. (2015). Fábrica POLI: concepção de uma fábrica de ensino no contexto da Indústria 4.0. Trabalho de Conclusão de Curso, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil. Recuperado em 10 fevereiro, 2019, de: http://pro.poli.usp.br/trabalho-de-formatura/fabrica-poli-concepcao-de-uma-fabrica-de-ensino-no-contexto-da-industria-4-0/.

Silva, M. C. (2017). Análise do escossistema empreendedor brasileiro e dos fatores críticos de sucesso para a questão de incubadoras de empresas. Tese de doutorado, Universidade de Campinas, Campinas, São Paulo. Recuperado em 10 janeiro, 2019, de: http://repositorio.unicamp.br/bitstream/REPOSIP/322007/1/Silva_MarioCesarda_D.pdf.

Tregenna, F. (2009). Characterizing deindustrialization: an analysis of changes in manufacturing em ployment and output internationally. Cambridge Journal of Economics, 33(3), 433-466. Recuperado em 10 abril, 2019, de: https://www.researchgate.net/publication/46513434_Characterising_Deindustrialisation_An_Analysis_of_Changes_in_Manufacturing_Employment_and_Output_Internationally.




DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n1-361

Refbacks

  • There are currently no refbacks.