Análise do conhecimento e prática da política nacional de práticas integrativas e complementares (PNPIC) em profissionais das unidades de saúde de um distrito sanitário da região nordeste / Analysis of knowledge and practice of the national policy on integrative and complementary practices (PNPIC) in professionals from health units in a health district in the northeast region.

Authors

  • Karinna Alves Pereira
  • Jorge Alberto Ferreira de Almeida Teixeira
  • Cristian Lima Duarte
  • Pedro Henrique Brandão do Nascimento
  • Mariana Santos Silva
  • Camila Moura Barros Prado Sales

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv5n3-134

Keywords:

terapias complementares, saúde pública, profissionais de saúde

Abstract

Introdução: Os pensadores gregos como Hipócrates e Sócrates, acreditavam que a saúde do homem era concebida em sua total dimensão e era baseada no equilíbrio dos elementos. O conceito de saúde da Organização Mundial de Saúde (OMS) defende como um bem-estar físico, mental, social, espiritual e não apenas a ausência de doenças, buscando entender o indivíduo de forma holística. Com isso, há a necessidade de um atendimento mais totalizador e que englobe outras formas de tratamento, assim o Ministério da Saúde (MS) adotou práticas integrativas e complementares (PICs) no Sistema Único de Saúde e a inserção desses métodos terapêuticos na população através da Atenção Primária à Saúde, de modo que auxilie a recuperação e a prevenção de forma eficaz e segura. Objetivo: Analisar a aceitação e o entendimento dos profissionais de saúde acerca das práticas integrativas complementares nas Unidades de Saúde de um Distrito Sanitário da região Nordeste. Metodologia: Projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) através do parecer 4.049.712 (CAAE: 29903519.4.0000.0039) e realizou-se um estudo epidemiológico analítico, observacional e transversal, com utilização de um questionário semiestruturado como instrumento de coleta de dados composto por perguntas diretas, fechadas e abertas, aplicado por pesquisadores treinados, tendo como variáveis categoria profissional, utilização de serviços de práticas integrativas de tratamento nas USF, conhecimento acerca do uso das práticas pela população adscrita, entendimento sobre os benefícios desta terapêutica na atenção primária, capacitação na área e desafios para efetivação do serviço. Resultados: Foi visto que a classe que mais tem conhecimento sobre a PNPIC é a médica, seguido pela enfermagem e, por último, os dentistas. A maioria dos profissionais acreditam que essa política reduz gastos e fortalece o SUS, mas que há problemas para a implantação e acesso da população alvo. Foi feita a revisão de literatura acerca da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares para complementação da pesquisa. Conclusão: Pode-se ver que  a baixa implementação dessa política pode ser dada pela falta de formação sobre o tema durante a graduação ou fornecimento da secretaria de saúde, falta de investimento dos gestores, falta de profissionais qualificados, entre outros.

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Published

2022-05-16

Issue

Section

Original Papers