Prevalência do subtipo molecular triplo negativo em pacientes com Câncer de Mama em hospital de referência da Amazônia / Prevalence of triple negative molecular subtype in patients with Breast Cancer in a reference hospital in the Amazônia

Authors

  • Fabiana Martins da Silva
  • Thais Cristina Fonseca da Silva
  • Henrique Vieira Pereira
  • Tainah Bezerra Pinheiro
  • Márcio Henrique de Carvalho Ribeiro
  • Lucas Barbosa Arruda
  • Hilka Flávia Barra Espirito Santo Alves Pereira

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv5n4-005

Keywords:

tumores, prevalência, idade, estadiamento, Câncer de Mama.

Abstract

Introdução: O subtipo triplo negativo é conhecido por apresentar um comportamento agressivo e se refere a tumores que não expressam receptores de estrogênio, progesterona e HER2. Metodologia: É um estudo epidemiológico observacional, transversal e retrospectivo que abrange o período de 2010 a 2014. Foram analisados 1208 prontuários de pacientes com câncer de mama primário dispensados pelo Laboratório de Patologia da FCECON. A tabulação dos dados foi feita através do Microsoft® Office Excel 2013 e a análise foi conduzida através do software estatístico R versão 3.5.3 (R Core Team). Objetivos: Avaliar a frequência do subtipo triplo negativo e correlacionar com a idade, tipo histológico, estadiamento e tratamento inicial das pacientes com câncer de mama da FCECON-AM. Resultados: Dos prontuários analisados, 147 (12,2%) das mulheres possuiam subtipo triplo negativo, a idade das pacientes variou de 33 a 85 anos, com idade média de 53,6 ± 11,9 anos, mediana igual a 52 e a maioria das pacientes eram procedentes de Manaus (60%). No que concerne ao tipo histológico, o ductal foi o mais frequente(86,4%); em relação ao estadiamento clínico, os estádios IIA e IIIB foram os mais frequentes, com 25,9% e 27,2% respectivamente; sobre a abordagem terapêutica inicial, a mastectomia esteve presente em 57,8% dos casos. Conclusão: Conclui-se que a faixa etária de 41 a 48 anos foi a que mais apresentou o subtipo triplo negativo (23,8%). Além disso, o tratamento inicial mais frequente foi a mastectomia.

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Published

2022-07-01

Issue

Section

Original Papers