Obrigatoriedade da vacinação contra a Covid-19: supremacia do interesse público ou violação da liberdade individual?

Mandatory vaccination against Covid-19: supremacy of the public interested or violation of individual freedom?

Authors

  • Cinthia Grisolia Barbosa
  • Augusto José Gomes de Oliveira e Silva
  • Matheus Fernandes Lopes Martins
  • Marina Carvalho de Souza Lima

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv5n4-118

Keywords:

vacinação, Covid-19, pandemia, saúde pública

Abstract

Introdução: a COVID-19 é uma doença de notificação compulsória a qual foi alertada à Organização Mundial de Saúde (OMS) em Dezembro de 2019 sobre seu potencial dano à comunidade com intuito de tentar conter sua disseminação. A partir disso, cientistas do mundo se dedicaram para a formulação de uma vacina que sobretudo prevenisse os casos graves desta nova doença. Porém, após a liberação para o uso em humanos em larga escala com comprovação de eficácia, vários grupos ao redor do mundo contra a vacinação se rejeitaram a aderir ao plano vacinal. Discute-se atualmente sobre a obrigatoriedade ou não da vacinação da população, mediante o risco do coletivo frente ao interesse individual. Objetivo: realizar uma revisão integrativa sobre os principais aspectos bioéticos e legais relacionados à obrigatoriedade de vacinação contra o vírus da COVID-19. Metodologia: configura-se uma revisão integrativa de literatura com uma ferramenta de prática baseada em evidências (PBE) por meio de pesquisa bibliográfica e qualitativa sobre a problemática. Incluem-se periódicos, livros, artigos, Constituição Federal e Código de Ética Médica. Resultados: analisando o Código Penal brasileiro, o Código de Ética Médica e o princípio do interesse público sobre o privado foram encontrados artigos os quais respaldam o Estado sobre a vacinação de caráter obrigatório. Discussão: resistência à vacinação faz parte da história do mundo e exemplos como a Revolução da Vacina de 1904 no Brasil deixa explícito que a problemática não é exclusiva da contemporaneidade. Estudos sobre eficácia da vacina contra a COVID-19 comprovam seu real benefício de aplicação. A lei 6.259 de 1975 do Programa Nacional de Imunizações (PNI) ressalta a obrigação da vacinação com sanções previstas em caso de descumprimento, deixando claro que o Estado pode promover medidas restritivas àqueles que se oporem à imunização. Considerações finais: o governo brasileiro tem obrigação de assegurar a saúde da população e medidas de prevenção de doenças devem ser aplicadas em âmbito nacional. A vacinação contra o novo coronavírus se mostrou eficaz e a recusa da imunização confere um risco a toda sociedade, não interferindo somente naqueles que se negam a vacinar.

Published

2022-07-28

Issue

Section

Original Papers