Estudo sobre o uso de benzodiazepínicos no município de Adamantina

Study on the use of benzodiazepines in the municupality of Adamantina

Authors

  • Fulvia de Souza Veronez
  • Aline Virgínia Gastaldello
  • Isabella Marques Saravalli
  • Juliana Presumido
  • Leonardo Barreto Marques
  • Pâmela Stelzer Corrêa da Silva

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv5n4-136

Keywords:

benzodiazepínicos, psicologia médica, saúde mental, psiquiatria

Abstract

Os Benzodiazepínicos (BDZ) são medicamentos de caráter hipnótico e ansiolíticos usados largamente no controle de transtornos mentais, dentre eles sendo o Diazepam o mais conhecido dessa classe. Eram tidos como seguros e com baixo risco de dependência, porém com o aumento das prescrições de BDZ, essa crença não é mais uma realidade. Assim como em todas as drogas, estão entre seus efeitos colaterais a amnésia, diminuição da atividade psicomotora e sonolência, sendo restrito aos idosos e contraindicado com o uso concomitante de álcool. Seu desmame é difícil, visto que, por ser altamente lipossolúvel, tem maior tempo de excreção pelo metabolismo, causando com isso crises de abstinência e dependência constantes. Por despreparo acerca do manejo dos BDZ, muitos médicos da rede de atenção primária acabam por prescrever indiscriminadamente esses medicamentos, muitas vezes para indivíduos que não os necessitam. Esse trabalho objetivou analisar o uso de benzodiazepínicos no município de Adamantina nos últimos anos. Foi realizado estudo comparativo dos dados de dispensação da medicação nos anos de 2015 e 2020. Também constou uma revisão de literatura, na qual foram coletados dados das plataformas de pesquisa SciELO, Pubmed, LILACS e ScienceDirect. Os resultados mostram que, ao todo, foram dispensados em 2015, 10.081 benzodiazepínicos (entre bromazepam, clonazepam e diazepam), sendo a faixa etária que mais utiliza (4.443) de 61 a 80 anos e sexo feminino em maior porcentagem (71.8%). E em 2020, já em plena pandemia de COVID-19, foram 13.210 benzodiazepínicos dispensados, sendo a faixa etária que mais os utiliza de 41 a 60 anos (5.469), com a predominância de mulheres (70,6%). Tanto em Adamantina quanto no Brasil, as mulheres são as que mais fazem uso desse tipo de medicamento. Os médicos psiquiatras são os profissionais que deveriam prescrever os fármacos, porém com a crescente demanda, médicos generalistas e da estratégia de saúde da família muitas vezes iniciam o tratamento ou dão continuidade a prescrições de maneira errônea.

Published

2022-08-02

Issue

Section

Original Papers