Análise dos casos de Hanseníase da região norte em relação ao Brasil no período de 2011 a 2021

Analysis of Hansen’s disease cases in the northern region in relation to Brazil from 2011 to 2021

Authors

  • Luis Miguel Carvalho Mendes
  • Sarah Brito de Siqueira
  • Lucas Carvalho Mendes
  • Lucas Arruda Lino
  • Lohana Silva Oliveira
  • Aran Azevedo Dias
  • Odaísa Thalia de Macedo Miranda
  • Francicero Rocha Lopes

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv5n4-140

Keywords:

Hanseníase, Mycobacterium leprae, Patologia

Abstract

A Hanseníase, também chamada lepra, é uma doença infectocontagiosa causada pelo agente Mycobacterium leprae, apresenta dados epidemiológicos relevantes para o cenário regional e nacional, uma vez que registrou mais de 375 mil casos na última década. As anormalidades causadas pelo contágio afetam, principalmente, o sistema nervoso, responsável por controlar ações voluntárias e involuntárias do corpo que estão relacionadas com a perda de sensibilidade nos membros superiores e inferiores, por exemplo, além da presença de manchas tegumentares. Tais alterações prejudicam a qualidade de vida dos acometidos. Ademais, embora tenha cura, apresenta dados significativos de mortalidade no cenário regional e nacional. Tal pesquisa tem como objetivo analisar a quantidade e variáveis dos pacientes com diagnósticos, nos centros de atendimento, como hospitais e unidades básicas de saúde na região norte, no período de 2011 a 2021, em comparação às mesmas variáveis de âmbito nacional.Trata-se de um estudo epidemiológico, quantitativo e retrospectivo com coleta de dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS. A pesquisa foi realizada mediante informações epidemiológicas e morbidade no grupo de Morbidade Hospitalar do SUS (SIH/SUS). Foram analisados os dados disponíveis pelo CID 10 de ambos os sexos, faixas etárias, raças e números de óbitos na região norte e no Brasil.Constatou-se 383.631 casos no Brasil, dos quais 42,44% na região norte. Sendo 61% dos casos do sexo masculino e 38,98% do sexo feminino, no Brasil esses percentuais são de 56,94% e 43,05% respectivamente. Das faixas etárias da região norte, a maior prevalência se dá entre 30 a 39 anos com 19,70% dos casos e em relação aos dados nacionais, tal faixa de idade representa 17,46%. Quanto às raças, observa-se que 69,94% dos acometidos são pardos, 14,37% são brancos, 11,58% são pretos e 4,10% outros, em esfera nacional destaca-se 57,20% do índice em pardos. Depreende-se, portanto, que essa patologia é mais prevalente em pessoas do sexo masculino, além do maior acometimento com aumento da idade e presença marcante em indivíduos da raça parda.

Published

2022-08-02

Issue

Section

Original Papers