Síndrome de Adie

Adie's Syndrome

Authors

  • Raquel Barcelos Andrade
  • Raquel Valentina Irineu Caleffi Magro
  • Raysa Murça Andrade Souza
  • Rita de Cássia Oliveira Saldanha
  • Roberta Fernandes Braz
  • Caroline Cúnico de Oliveira
  • Caroline Divina Gomes da Silva Brito
  • Carulina Monteiro Rodrigues
  • Cintya Alves de Oliveira
  • Danielle Cristina Leandro Alves
  • Ana Carolina Hatsuia Ferreira
  • Gustavo Dorneles Lobo Moura
  • Isabella Viana Araujo
  • Ítalo Wanderson de Moura Gabriel
  • João Pedro Valim Rosa
  • Lorena Tavares Ferreira
  • Lucas Sena Melo
  • Rafaela meirelles de Oliveira
  • Lara Júlia Pereira Garcia
  • Cláudia Jordane Ferreira
  • Gustavo Santos Sousa
  • Natasha Colla Frigeri

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv5n5-066

Keywords:

Síndrome de Holmes-Adie, pupila, anisocoria

Abstract

Introdução: A Síndrome de Adie-Homes é uma doença caracterizada pela presença de pupila tônica associada à diminuição ou ausência dos reflexos tendíneos profundos. É uma doença considerada típica de adultos jovens e apresenta uma etiologia comumente idiopática.A presença de alteração no tamanho das pupilas é uma das queixas mais comuns.  Apresentação do caso: Paciente do sexo feminino, 28 anos, admitida em Hospital Geral de Goiânia, apresentou há 1 mês quadro de cefaleia fronto-orbital a direita, associada a vesículas em mesma região, dolorosas, em queimação, com diagnóstico de herpes zóster. Após 2 semanas, notou que sua acuidade visual à direita para perto estava diminuída associado a fotofobia. Ao avaliar pupilas com lâmpada de fenda, observou-se anisocoria à direita. Ao instilar pilocarpina 0,125% em ambos os olhos, apenas a pupila direita contraiu.. Discussão: Embora a etiologia da doença não esteja totalmente elucidada, acredita-se que possa ocorrer processos imunomediado e infecções por vírus da herpes-zoster, parvovírus B19, Treponema pallidum. Atualmente, o tratamento ainda se baseia no uso de Pilocarpina 0,125% para diminuir o desconforto do paciente, podendo ser usado 2-4 vezes ao junto, em associação ao uso de óculos escuros em ambientes muito iluminados. Conclusão: A síndrome de Adie é rara e encontramos em sua apresentação clínica singularidades que difere de paciente a paciente. Nota-se que a síndrome tem correlação com diversas áreas médicas, o que faz com que seu diagnóstico ocorra através do oftalmologista, podendo ter sua suspeição diagnóstica através de outros especialistas como reumatologistas, infectologistas e até mesmo dermatologistas.

References

ELIAS, Camilla de Castro Dias et al. Síndrome de Holmes-Adie: Relato de caso Holmes Syndrome-Adie: Case Report. Brazilian Journal of Health Review, v. 4, n. 5, p. 21904-21908, 2021.

FERNANDEZ, Helena Rendon; DO PESO, Borja Arias. Pupila tônica de Adie e outros sinais associados. Atenção Primária , v. 53, nº. 5 de 2021.

GERMANO, Renato Antunes Schiave et al. Síndrome de Adie-Holmes. Revista Brasileira de Oftalmologia , v. 74, p. 312-314, 2015.

MELAMED, M. A. Diagnóstico del síndrome de Adie. Tiempos médicos: revista de educación médica continuada, n. 250, p. 61-62, 1983.

PUEYO-ASENSIO, C. et al. Síndrome de Holmes-Adie como primera manifestación de lupus eritematoso sistémico. Archivos de la Sociedad Española de Oftalmología, v. 96, n. 3, p. 167-170, 2021.

Published

2022-09-14

Issue

Section

Original Papers