Criptococose pulmonar

Pulmonary cryptococcosis

Authors

  • Raquel Barcelos Andrade
  • Raquel Valentina Irineu Caleffi Magro
  • Raysa Murça Andrade Souza
  • Rita de Cássia Oliveira Saldanha
  • Roberta Fernandes Braz
  • Caroline Cúnico de Oliveira
  • Caroline Divina Gomes da Silva Brito
  • Carulina Monteiro Rodrigues
  • Cintya Alves de Oliveira
  • Danielle Cristina Leandro Alves
  • Ana Carolina Hatsuia Ferreira
  • Gustavo Dorneles Lobo Moura
  • Isabella Viana Araujo
  • Ítalo Wanderson De Moura Gabriel
  • João Pedro Valim Rosa
  • Lorena Tavares Ferreira
  • Lucas Sena Melo
  • Rafaela Meirelles de Oliveira
  • Lara Júlia Pereira Garcia
  • Cláudia Jordane Ferreira
  • Gustavo Santos Sousa
  • Natasha Colla Frigeri

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv5n5-073

Keywords:

criptococose pulmonar, pneumopatias fúngicas, SIDA, imunocompetência

Abstract

Introdução: A criptococose é uma micose sistêmica causada pela inalação de esporos viáveis do fungo Cryptococcus spp. As principais espécies em humanos são Cryptococcus neoformans e Cryptococcus gattii, que se associam, respectivamente, às condições de imunodepressão celular e à infecção primária de indivíduos imunocompetentes. O pulmão é o sítio primário mais comum, logo após o sistema nervoso central.  Apresentação do caso: JMF, masculino, 39 anos, apresentava queixa de tosse produtiva associada a desconforto respiratório aos moderados esforços, há cerca de 04 meses. Portador de HIV, sem outras comorbidades. Ao exame físico, sinais vitais estáveis, ausculta pulmonar com diminuição do murmúrio vesicular à direita. Na tomografia computadorizada (TC) de tórax evidenciou-se múltiplas opacidades nodulares difusas e de tamanhos variados, com presença de broncograma aéreo. Paciente foi submetido a biópsia por agulha percutânea e a análise do anatomopatológico constatou Criptococose Pulmonar. Discussão: A Criptococose pulmonar era considerada uma afecção rara, quando a prevalência de imunossuprimidos aumentou consideravelmente no século XX, sobretudo devido a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA). As manifestações clínicas são inespecíficas, variam desde infecção autolimitada até a disseminada, com meningoencefalite. O estado imunológico do paciente é o fator de risco e de prognóstico mais importante, influenciando tanto na evolução clínica quanto na abordagem terapêutica. Conclusão: Tendo em vista a similaridade dos sinais e sintomas com outras infecções pulmonares e ao potencial de gravidade da doença, principalmente em portadores de imunodeficiência, é de suma importância o diagnóstico precoce e o uso apropriado dos agentes antifúngicos para a redução da morbimortalidade.

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Published

2022-09-14

Issue

Section

Original Papers