Microrrevestimento asfáltico a frio: vantagens e controle tecnológico / Cold asphalt micro-coating: advantages and technological control

Authors

  • Francisco Avelar Rodrigues Júnior
  • Victor Hugo Fernandes de Almeida Ferreira
  • José Demontier Vieira de Souza Filho

DOI:

https://doi.org/10.34117/bjdv7n4-386

Keywords:

Microrrevestimento, Conservação, Execução, Qualidade.

Abstract

O microrrevestimento asfáltico a frio (MRAF) é um processo que, por se tratar de uma solução economicamente viável e de fácil aplicação, vem sendo utilizado constantemente em obras de manutenção e conservação de rodovias. Os agregados minerais representam cerca de 90% do peso final da mistura e, de acordo com a especificação padrão de serviço, o ligante adequado para sua utilização é a emulsão asfáltica do tipo ruptura controlada modificada por polímeros (RC1C-E). Entretanto, como nem sempre os locais e condições de aplicação são ideais, os métodos de controle e execução do microrrevestimento não são suficientes para se obter o desempenho ideal da mistura. Cabe destacar que, a qualidade do MRAF depende principalmente de fatores como a seleção e caracterização adequadas dos materiais da mistura, presença de usina móvel apropriada para execução e equipamentos auxiliares em bom estado de conservação e, além disso, equipes operacionais capacitadas para a execução e controle da qualidade dos serviços. O objetivo geral deste trabalho é descrever resumidamente os processos e exigências da execução do MRAF, relatando os vantagens e propósitos de sua utilização. Dessa forma, por meio desta pesquisa, busca-se ressaltar a importância do seguimento dos parâmetros de norma e, além disso, relata sobre os ensaios decorrentes do controle tecnológico da execução, garantindo a qualidade total do serviço.

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Published

2021-04-15

How to Cite

Júnior, F. A. R., Ferreira, V. H. F. de A., & Filho, J. D. V. de S. (2021). Microrrevestimento asfáltico a frio: vantagens e controle tecnológico / Cold asphalt micro-coating: advantages and technological control. Brazilian Journal of Development, 7(4), 39001–39017. https://doi.org/10.34117/bjdv7n4-386

Issue

Section

Original Papers