Follow-UP de crianças diagnosticadas com transtorno do déficit de atenção/ Hiperatividade e tratamento medicamentoso / Follow-UP of children diagnosed withattention deficit/Hyperactivity disorder and drug treatments

Authors

  • Maria do Carmo Muzzi
  • Sueli Rizzutti

DOI:

https://doi.org/10.34117/bjdv7n4-591

Keywords:

TDAH, Metilfenidato, Aspectos Cognitivos, Comportamentais, Emocionais.

Abstract

O Transtorno do Déficit de Atenção e hiperatividade (TDAH) é um dos transtornos mais comuns na infância e adolescência. É caracterizado por um padrão persistente de desatenção e/ou hiperatividade/impulsividade. As causas precisas do TDAH ainda são desconhecidas, apesar do grande número de estudos já realizados. A influência de fatores genéticos e ambientais no seu desenvolvimento é amplamente aceita na literatura.  Os sintomas de desatenção, hiperatividade e a impulsividade, trazem consequentemente um grande impacto no desenvolvimento acadêmico, assim como nas áreas do neurodesenvolvimento e convívio psicossocial. Além disso reflete de forma consistente no seu funcionamento adaptativo e autorregulação emocional. A intervenção terapêutica do TDAH envolve uma abordagem multimodal, englobando intervenções psicossociais e medicamentosa. A literatura mostra os estimulantes como as medicações de primeira escolha, entre eles o metilfenidato, mostrando assim eficácia no tratamento. O tratamento com estimulantes para o TDAH leva a uma melhora dos sintomas ao longo do dia e não se resume somente em melhorar os sintomas, mas também promover a funcionalidade ideal nos domínios emocionais, comportamentais, acadêmicos e sociais. Após a reavaliação, os resultados indicaram que houve uma redução das médias e medianas para todos os domínios, somente o índice relacionado à depressão não apresentou uma diferença estatisticamente significante. Os dados obtidos nesses resultados indicam uma redução de sintomatologia clínica, cognitiva, emocional e comportamental cujos índices obtiveram tamanho de efeito de grande magnitude. 

References

ASHERSON, P.; MANOR, I.; HUSS, M. Attention-deficit/hyperactivity disorder in adults: update on clinical presentation and care. Neuropsychiatry, v. 4, n. 1, p. 109-128, 2014.

BARKLEY, R. A. et al. Transtorno de déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH): Manual para diagnóstico e tratamento. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2008.

BIEDERMAN, J. et al. Longitudinal course of deficient emotional self-regulation CBCL profile in youth with ADHD: prospective controlled study. Neuropsychiatric Disease and Treatment, v. 8, p. 267-276, 2012.

CHOU W. J. et al. Remission in Children and Adolescents Diagnosed with Attention-De?cit/Hyperactivity Disorder via an Effective and Tolerable Titration Scheme for Osmotic Release Oral System Methylphenidate. Journal of Child and Adolescent Psychopharmacology, v. 22, n. 3, p. 215-225, 2012.

COGHILL, D. R. et al. Effects of Methylphenidate on Cognitive Functions in Children and Adolescents with ADHD: Evidence from a Systematic Review and a Meta-analysis. Biological Psychiatry, 2013.

Araújo D. C., Yohanna H. D. A., Silva R. B., Mendes., C. A., Janaina C S A orientação à queixa escolar em um centro de estudos aplicados em psicologia: relato de experiência/the guidance to school complaints in a center of studies applied in psychology: experience report

Brazilian Journal of Development (BJD) Vol 7 número 3 (2021)

EGELAND, J.; JOHANSEN, S. N.; UELAND, T. Differentiating between ADHD sub-types on CCPT measures of sustained attention and vigilance. Scandinavian Journal of Psychology, v. 50, n. 4, p. 347-354, 2009.

FONSECA, M. F. B. C.; MUSZKAT, M.; RIZUTTI, S. Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade na escola: mediação psicopedagógica. Revista Psicopedagogia, v. 29, n. 90, São Paulo, 2012.

GOMES et al. Conhecimento sobre o transtorno do déficit de atenção/hiperatividade no Brasil. Jornal Brasileiro de Psiquiatria, v. 56, n. 2, p. 94-101, 2007.

GRIZENKO, N. et al. Sensitivity of tests to assess improvement in ADHD symptomatology. The Canadian Child and Adolescent Psychiatry Review, v. 13, n. 2, p. 36-39, 2004.

GRIZENKO N.; PEREIRA R. M. R.; JOOBER R. Sensitivity of Scales to Evaluate Change in Symptomatology with Psychostimulants in Different ADHD Subtypes. Journal of the Canadian Academy of Child and Adolescent Psychiatry, v. 22, n. 2, p. 153-158, 2013.

GÜNTHER, T. et al. Modulation of attention-deficit/hyperactivity disorder symptoms by short- and long-acting methylphenidate over the course of a day. Journal of Child and Adolescent Psychopharmacology, v. 22, n. 2, p. 131-138, 2012.

JAIN, R. et al. Efficacy and Safety of Lisdexamfetamine Dimesylate in Children with Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder and Recent Methylphenidate Use. Advances in Therapy, v. 30, n. 5, p. 472-486, 2013.

KLEIN, R. G. et al. Age of methylphenidate treatment initiation in children with ADHD and later substance abuse: prospective follow-up into adulthood. The American Journal of Psychiatry, v. 165, n. 5, p. 604-609, 2008.

PAVULURI, M. N.; BIRMAHER, B.; NAYLOR, M. W. Pediatric bipolar disorder: A Reviewofthepast 10 years. Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry, v. 44, n. 9, p. 846-871, 2005.

PELHAM, W. E.; FABIANO, G. A. Evidence-based psychosocial treatments for attention-deficit hyperactivity disorder. Journal of Clinical Child and Adolescent Psychology, v. 37, n. 1, p. 184-214, 2008.

PEREIRA, H. S. et al. Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH): aspectos relacionados à comorbidade com distúrbios da atividade motora. Revista Brasileira Saúde Materno Infantil, v. 5, n. 4, p. 391-402, 2005.

PHELAN, T. W. Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. São Paulo: M. Books do Brasil Ltda., 2005.

QIAN Y.; CAO Q. J.; WANG, Y. F. Effect of extended-release methylphenidate on the ecological executive function for attention deficit hyperactivity disorder. Journal of Peking University.Health Sciences, v. 39, n. 3, p. 299-303, 2007.

RIZZUTTI, S. et al. Clinical And Neuropsychological Profile In A Sample Of Children With Attention Deficit Hyperactivity Disorders. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, v.66, p.821 - 827, 2008.

ROTTA, N. T. et al. Transtornos da Aprendizagem Abordagem Neurobiológica e Multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2006.

SHIER, A. C. et al. Pharmacological Treatment of Attention Deficit Hyperactivity Disorder in Children and Adolescents: Clinical Strategies. Journal of Central Nervous System Disease, n. 5, p. 1–17, 2013.

SPENCER, T. et al. Towards Defining Deficient Emotional Self-Regulation in Youth with Attention Deficit Hyperactivity Disorder Using the Child Behavior Check List: A Controlled Study. Postgraduate Medicine, v. 123, n. 5, p. 50-59, 2011.

WAXMONSKY, J. et al.The Efficacy and Tolerability of Methylphenidate and Behavior Modification in Children with Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder and Severe Mood Dysregulation. Journal of Child and Adolescent Psychopharmacology, v. 18, n. 6, p. 573-588, 2008.

ZUVEKAS, S. H.; VITIELLO, B. Stimulant medication use in children: a 12-year perspective. The American Journal of Psych

Published

2021-04-26

How to Cite

Muzzi, M. do C., & Rizzutti, S. (2021). Follow-UP de crianças diagnosticadas com transtorno do déficit de atenção/ Hiperatividade e tratamento medicamentoso / Follow-UP of children diagnosed withattention deficit/Hyperactivity disorder and drug treatments. Brazilian Journal of Development, 7(4), 42005–42025. https://doi.org/10.34117/bjdv7n4-591

Issue

Section

Original Papers